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Carcinoma basocelular: o câncer de pele mais comum e que pode ser evitado

Carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular (CBC) é o tipo de câncer de pele mais frequente no mundo e também o mais registrado no Brasil. Apesar de crescer lentamente e raramente causar metástase, ele pode provocar danos locais importantes, inclusive deformidades, se não tratado a tempo.

A boa notícia? Quando identificado precocemente, o CBC tem altíssimas taxas de cura e tratamentos minimamente invasivos. Por isso, conhecer seus sinais e hábitos de prevenção é fundamental.

O que é o carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular surge nas células basais, que ficam na camada mais profunda da epiderme, responsáveis pela renovação constante da pele.

Ele está diretamente relacionado à exposição solar ao longo da vida, especialmente em pessoas com pele clara, olhos claros e histórico de queimaduras solares.

Embora não seja o câncer de pele mais agressivo, ele não deve ser subestimado — o diagnóstico precoce evita cirurgias maiores e cicatrizes.

Como ele aparece na pele

O CBC geralmente se apresenta como uma lesão de crescimento lento. Os sintomas mais típicos incluem:

  • Carocinho perolado ou rosado, com pequenos vasinhos visíveis;

  • Feridinha que não cicatriza, melhora e depois volta;

  • Placa avermelhada, às vezes descamativa;

  • Nódulo brilhante, com ou sem crosta;

  • Lesão com bordas elevadas e centro afundado;

  • Áreas pigmentadas, que podem ser confundidas com pintas.

Regiões mais afetadas:

  • rosto (nariz, testa, bochechas)

  • couro cabeludo em pessoas calvas

  • pescoço e orelhas

  • ombros e costas

  • braços e mãos

Áreas mais expostas ao sol sempre lideram.

Principais fatores de risco

Embora qualquer pessoa possa desenvolver CBC, alguns fatores aumentam significativamente o risco:

  • Exposição solar crônica e sem proteção;

  • Pele clara, olhos claros, cabelos loiros ou ruivos;

  • Histórico pessoal ou familiar de câncer de pele;

  • Idade acima de 50 anos (mas jovens também podem ter);

  • Imunossupressão (uso de imunossupressores ou transplantes);

  • Uso frequente de câmeras de bronzeamento;

  • Profissões com exposição solar constante.

Prevenção e vigilância são essenciais, especialmente para pessoas com múltiplos fatores de risco.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, feito por dermatologista. Em caso de suspeita, o procedimento padrão é a biópsia, que confirma o tipo de tumor e direciona o tratamento.

Ferramentas úteis:

  • Dermatoscopia: exame detalhado da lesão

  • Biópsia de pele: análise do tecido ao microscópio

Em casos raros e avançados, exames de imagem podem ser necessários.

Formas de tratamento

O tratamento depende do tamanho, profundidade e localização da lesão. As opções mais comuns são:

  • Cirurgia excisional: remoção completa da lesão com margens de segurança;

  • Cirurgia de Mohs: técnica precisa, ideal para áreas delicadas como rosto;

  • Curetagem e eletrocoagulação: para lesões pequenas e superficiais;

  • Crioterapia: congelamento com nitrogênio líquido;

  • Laser e terapia fotodinâmica: em casos selecionados;

  • Medicamentos tópicos (como imiquimode ou 5-fluorouracila) para casos específicos;

  • Imunoterapia / terapia-alvo, em casos avançados.

Com diagnóstico precoce, a cura ultrapassa 95% dos casos.

Como prevenir o carcinoma basocelular

Proteger a pele é o melhor remédio. Estratégias importantes:

  • Usar protetor solar FPS 30+ diariamente;

  • Reaplicar a cada 2–3 horas ao sol;

  • Usar camiseta UV, chapéu, óculos e evitar sol entre 10h e 16h;

  • Não usar câmaras de bronzeamento;

  • Autoexame da pele mensalmente;

  • Consulta anual ao dermatologista (se risco alto, semestral).

Pequenas mudanças fazem grandes diferenças ao longo dos anos.

Quando procurar um dermatologista

Procure avaliação se notar:

  • ferida que não cicatriza ou volta sempre;

  • lesão que sangra com facilidade;

  • pinta ou nódulo que cresce ou muda de cor;

  • manchas com borda elevada e aspecto perolado.

Na dúvida, consulte. Melhor investigar do que descobrir tarde.

Conclusão

O carcinoma basocelular é o câncer de pele mais comum e altamente tratável quando diagnosticado cedo. A combinação de proteção solar + atenção aos sinais da pele + acompanhamento dermatológico é a chave para prevenir e tratar de forma eficaz.

Sua pele conta a sua história — e também pede socorro quando necessário. Cuide dela todos os dias.

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