Doença arterial coronariana: por que é um dos maiores riscos cardíacos?
- 26 de jan.
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A Doença arterial coronariana (DAC) é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Apesar disso, muitas pessoas convivem com fatores de risco importantes sem saber que estão, silenciosamente, aumentando as chances de infarto e outras complicações graves.
O grande perigo da DAC está no fato de que ela pode evoluir por anos sem causar sintomas claros. Em muitos casos, o primeiro sinal da doença é justamente um evento grave, como o infarto agudo do miocárdio. Por isso, entender o que é a doença arterial coronariana, quem está em risco e como preveni-la é fundamental para reduzir complicações cardiovasculares.
O que é a Doença arterial coronariana?
A Doença arterial coronariana ocorre quando as artérias coronárias, responsáveis por levar sangue rico em oxigênio ao músculo cardíaco, sofrem estreitamento progressivo. Esse estreitamento é causado principalmente pelo acúmulo de placas de gordura, colesterol e células inflamatórias na parede dos vasos, processo conhecido como aterosclerose.
Com o tempo, essas placas dificultam a passagem do sangue, reduzindo o suprimento de oxigênio ao coração. Em situações mais graves, a placa pode se romper e formar um coágulo, levando à obstrução súbita da artéria e ao infarto.
Por que a DAC é tão perigosa?
O coração é um músculo que trabalha continuamente e depende de fluxo sanguíneo constante. Quando esse fluxo é reduzido, mesmo que parcialmente, o músculo cardíaco sofre.
A gravidade da DAC está relacionada a:
progressão lenta e silenciosa;
risco de obstrução súbita das artérias;
possibilidade de infarto sem aviso prévio;
impacto direto na função cardíaca e na sobrevida.
Muitas pessoas descobrem que têm DAC apenas após um evento agudo, como dor torácica intensa ou infarto.
Principais fatores de risco
A Doença arterial coronariana está fortemente associada a fatores de risco modificáveis e não modificáveis.
Fatores que não podem ser alterados
idade mais avançada;
histórico familiar de doença cardíaca precoce;
sexo masculino (risco maior em idades mais jovens).
Fatores modificáveis (os mais importantes)
tabagismo;
hipertensão arterial;
colesterol elevado;
diabetes mellitus;
obesidade;
sedentarismo;
alimentação rica em gorduras saturadas e ultraprocessados;
estresse crônico.
A presença de múltiplos fatores de risco aumenta exponencialmente a chance de desenvolver DAC.
Sintomas: nem sempre a doença avisa
A DAC pode permanecer assintomática por muito tempo. Quando os sintomas aparecem, geralmente indicam redução significativa do fluxo sanguíneo.
Sintomas mais comuns
dor ou pressão no peito (angina), especialmente aos esforços;
dor que pode irradiar para braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula;
falta de ar;
cansaço fácil;
sensação de aperto ou queimação no peito.
Atenção aos sintomas atípicos
Em idosos, mulheres e pessoas com diabetes, os sintomas podem ser menos típicos, como:
náuseas;
sudorese fria;
tontura;
desconforto abdominal;
fadiga intensa sem dor torácica clara.
Quando suspeitar de infarto?
Alguns sinais exigem atenção imediata:
dor torácica intensa e prolongada;
falta de ar súbita;
suor frio;
náuseas ou vômitos;
sensação de morte iminente.
Nesses casos, o atendimento médico deve ser imediato, pois o tempo é determinante para salvar o músculo cardíaco.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da DAC envolve avaliação clínica e exames complementares, escolhidos conforme o risco do paciente.
Exames mais utilizados
eletrocardiograma;
teste ergométrico;
ecocardiograma;
cintilografia miocárdica;
tomografia das coronárias;
cateterismo cardíaco.
O objetivo é identificar obstruções, avaliar a função do coração e estimar o risco de eventos.
Tratamento: é possível controlar a doença?
Sim. Embora a aterosclerose não seja totalmente reversível, é possível estabilizar a doença, reduzir sintomas e diminuir muito o risco de infarto.
Mudanças no estilo de vida
parar de fumar;
controlar peso;
alimentação equilibrada;
prática regular de atividade física;
manejo do estresse.
Tratamento medicamentoso
medicamentos para controle do colesterol;
controle da pressão arterial;
controle da glicemia;
antiagregantes plaquetários, quando indicados.
Procedimentos
Em casos selecionados:
angioplastia com stent;
cirurgia de revascularização do miocárdio.
A importância da prevenção
A prevenção é a estratégia mais eficaz contra a Doença arterial coronariana. Avaliações periódicas permitem identificar fatores de risco antes que a doença se manifeste de forma grave.
Pessoas com histórico familiar ou múltiplos fatores de risco devem ter acompanhamento regular, mesmo na ausência de sintomas.
Conclusão
A Doença arterial coronariana é um dos maiores riscos cardíacos da atualidade, principalmente por sua evolução silenciosa e potencial de causar eventos graves como o infarto. A boa notícia é que grande parte do risco pode ser reduzida com prevenção, diagnóstico precoce e controle adequado dos fatores associados.
Cuidar do coração hoje é a melhor forma de evitar complicações no futuro.



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