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Doença arterial coronariana: por que é um dos maiores riscos cardíacos?

  • 26 de jan.
  • 3 min de leitura
Doença arterial coronariana

A Doença arterial coronariana (DAC) é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Apesar disso, muitas pessoas convivem com fatores de risco importantes sem saber que estão, silenciosamente, aumentando as chances de infarto e outras complicações graves.

O grande perigo da DAC está no fato de que ela pode evoluir por anos sem causar sintomas claros. Em muitos casos, o primeiro sinal da doença é justamente um evento grave, como o infarto agudo do miocárdio. Por isso, entender o que é a doença arterial coronariana, quem está em risco e como preveni-la é fundamental para reduzir complicações cardiovasculares.

O que é a Doença arterial coronariana?

A Doença arterial coronariana ocorre quando as artérias coronárias, responsáveis por levar sangue rico em oxigênio ao músculo cardíaco, sofrem estreitamento progressivo. Esse estreitamento é causado principalmente pelo acúmulo de placas de gordura, colesterol e células inflamatórias na parede dos vasos, processo conhecido como aterosclerose.

Com o tempo, essas placas dificultam a passagem do sangue, reduzindo o suprimento de oxigênio ao coração. Em situações mais graves, a placa pode se romper e formar um coágulo, levando à obstrução súbita da artéria e ao infarto.

Por que a DAC é tão perigosa?

O coração é um músculo que trabalha continuamente e depende de fluxo sanguíneo constante. Quando esse fluxo é reduzido, mesmo que parcialmente, o músculo cardíaco sofre.

A gravidade da DAC está relacionada a:

  • progressão lenta e silenciosa;

  • risco de obstrução súbita das artérias;

  • possibilidade de infarto sem aviso prévio;

  • impacto direto na função cardíaca e na sobrevida.

Muitas pessoas descobrem que têm DAC apenas após um evento agudo, como dor torácica intensa ou infarto.

Principais fatores de risco

A Doença arterial coronariana está fortemente associada a fatores de risco modificáveis e não modificáveis.

Fatores que não podem ser alterados

  • idade mais avançada;

  • histórico familiar de doença cardíaca precoce;

  • sexo masculino (risco maior em idades mais jovens).

Fatores modificáveis (os mais importantes)

  • tabagismo;

  • hipertensão arterial;

  • colesterol elevado;

  • diabetes mellitus;

  • obesidade;

  • sedentarismo;

  • alimentação rica em gorduras saturadas e ultraprocessados;

  • estresse crônico.

A presença de múltiplos fatores de risco aumenta exponencialmente a chance de desenvolver DAC.

Sintomas: nem sempre a doença avisa

A DAC pode permanecer assintomática por muito tempo. Quando os sintomas aparecem, geralmente indicam redução significativa do fluxo sanguíneo.

Sintomas mais comuns

  • dor ou pressão no peito (angina), especialmente aos esforços;

  • dor que pode irradiar para braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula;

  • falta de ar;

  • cansaço fácil;

  • sensação de aperto ou queimação no peito.

Atenção aos sintomas atípicos

Em idosos, mulheres e pessoas com diabetes, os sintomas podem ser menos típicos, como:

  • náuseas;

  • sudorese fria;

  • tontura;

  • desconforto abdominal;

  • fadiga intensa sem dor torácica clara.

Quando suspeitar de infarto?

Alguns sinais exigem atenção imediata:

  • dor torácica intensa e prolongada;

  • falta de ar súbita;

  • suor frio;

  • náuseas ou vômitos;

  • sensação de morte iminente.

Nesses casos, o atendimento médico deve ser imediato, pois o tempo é determinante para salvar o músculo cardíaco.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da DAC envolve avaliação clínica e exames complementares, escolhidos conforme o risco do paciente.

Exames mais utilizados

  • eletrocardiograma;

  • teste ergométrico;

  • ecocardiograma;

  • cintilografia miocárdica;

  • tomografia das coronárias;

  • cateterismo cardíaco.

O objetivo é identificar obstruções, avaliar a função do coração e estimar o risco de eventos.

Tratamento: é possível controlar a doença?

Sim. Embora a aterosclerose não seja totalmente reversível, é possível estabilizar a doença, reduzir sintomas e diminuir muito o risco de infarto.

Mudanças no estilo de vida

  • parar de fumar;

  • controlar peso;

  • alimentação equilibrada;

  • prática regular de atividade física;

  • manejo do estresse.

Tratamento medicamentoso

  • medicamentos para controle do colesterol;

  • controle da pressão arterial;

  • controle da glicemia;

  • antiagregantes plaquetários, quando indicados.

Procedimentos

Em casos selecionados:

  • angioplastia com stent;

  • cirurgia de revascularização do miocárdio.

A importância da prevenção

A prevenção é a estratégia mais eficaz contra a Doença arterial coronariana. Avaliações periódicas permitem identificar fatores de risco antes que a doença se manifeste de forma grave.

Pessoas com histórico familiar ou múltiplos fatores de risco devem ter acompanhamento regular, mesmo na ausência de sintomas.

Conclusão

A Doença arterial coronariana é um dos maiores riscos cardíacos da atualidade, principalmente por sua evolução silenciosa e potencial de causar eventos graves como o infarto. A boa notícia é que grande parte do risco pode ser reduzida com prevenção, diagnóstico precoce e controle adequado dos fatores associados.

Cuidar do coração hoje é a melhor forma de evitar complicações no futuro.

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