Dor pélvica no início da gravidez: quando é normal e quando merece atenção
- medicinaatualrevis
- 29 de out. de 2025
- 3 min de leitura

A dor pélvica no início da gravidez é uma queixa comum entre gestantes. Em muitos casos, trata-se de um sintoma normal, decorrente das transformações do corpo para acomodar o bebê. No entanto, em algumas situações, essa dor pode indicar problemas que exigem acompanhamento médico imediato.
Neste artigo, você vai entender as principais causas, como diferenciar sinais de alerta e o que fazer para aliviar o desconforto com segurança.
Por que ocorre dor pélvica na gravidez
Durante o início da gestação, o corpo passa por uma série de mudanças hormonais e físicas. Os ligamentos que sustentam o útero começam a se esticar, os músculos da pelve se adaptam e o fluxo sanguíneo aumenta. Tudo isso pode gerar sensações de peso, pressão ou dor na parte inferior do abdômen.
As causas mais comuns incluem:
Alterações hormonais, especialmente o aumento da progesterona, que relaxa os tecidos;
Crescimento do útero, que pressiona músculos e ligamentos da pelve;
Gases e constipação intestinal, frequentes na gravidez;
Infecções urinárias, que provocam dor e sensação de queimação;
Implantação do embrião, que pode causar leve desconforto nos primeiros dias após a fecundação.
Esses motivos são considerados fisiológicos, ou seja, naturais do processo gestacional, e geralmente não oferecem riscos.
Quando a dor pélvica é motivo de preocupação
Apesar de ser comum, é importante diferenciar a dor pélvica normal daquela que pode indicar complicações. A orientação médica é essencial se a dor vier acompanhada de:
Sangramento vaginal, mesmo leve;
Dor intensa e localizada em um lado do abdômen;
Tontura, fraqueza ou desmaios;
Febre e calafrios;
Corrimento com odor forte ou coloração alterada;
Dor ao urinar ou sensação de pressão constante.
Esses sinais podem estar relacionados a condições como gravidez ectópica, infecção urinária, ameaça de aborto espontâneo ou infecção pélvica.
A gravidez ectópica, por exemplo, ocorre quando o embrião se implanta fora do útero, geralmente nas trompas, e exige tratamento médico imediato.
Como é feito o diagnóstico
O médico pode investigar a causa da dor pélvica com base em:
Exame físico e ginecológico, para avaliar sensibilidade e possíveis sinais de inflamação;
Ultrassonografia transvaginal, que confirma se a gestação está localizada dentro do útero;
Exames de sangue e urina, para descartar infecções;
Dosagem de hormônio beta-hCG, útil para confirmar e acompanhar o desenvolvimento da gestação.
A combinação desses exames ajuda a identificar se o desconforto é benigno ou requer intervenção.
Como aliviar a dor pélvica no início da gravidez
Nos casos em que a dor não está associada a nenhuma complicação, algumas medidas simples ajudam a aliviar o desconforto:
Descansar com as pernas elevadas para melhorar a circulação;
Evitar ficar em pé por longos períodos;
Usar roupas confortáveis e evitar peças apertadas;
Praticar exercícios leves, como caminhadas ou alongamentos orientados;
Manter uma boa hidratação e alimentação rica em fibras para evitar prisão de ventre;
Compressas mornas na região inferior do abdômen (com autorização médica).
Se o desconforto for mais intenso, o obstetra poderá indicar o uso de analgésicos seguros para gestantes.
O papel da prevenção
Cuidar da saúde durante o início da gravidez é fundamental. Além de manter o acompanhamento pré-natal em dia, alguns hábitos ajudam a prevenir complicações:
Realizar exames regulares de urina para detectar infecções precocemente;
Evitar automedicação, já que muitos medicamentos são contraindicados na gestação;
Praticar atividades físicas adaptadas, como hidroginástica para gestantes;
Dormir de lado (preferencialmente sobre o lado esquerdo), melhorando o retorno venoso;
Manter um peso adequado e alimentação balanceada.
Essas medidas simples favorecem uma gestação mais confortável e segura.
Conclusão
A dor pélvica no início da gravidez pode ser parte natural das adaptações do corpo, mas também pode sinalizar problemas que exigem avaliação médica.
Observar a intensidade, o tipo de dor e os sintomas associados é essencial para identificar o momento certo de buscar ajuda. Com acompanhamento regular e hábitos saudáveis, é possível atravessar essa fase com tranquilidade e segurança.



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