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Esclerodermia: doença autoimune que endurece a pele e pode afetar órgãos internos

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Esclerodermia

A Esclerodermia, também chamada de Esclerose Sistêmica, é uma doença autoimune crônica caracterizada pelo espessamento da pele e pela fibrose de tecidos. O nome significa literalmente “pele dura”, mas o impacto da doença pode ir além do aspecto cutâneo, atingindo órgãos internos como pulmões, coração, rins e trato gastrointestinal.

Trata-se de uma condição rara, mais comum em mulheres entre 30 e 50 anos, e exige acompanhamento médico especializado, geralmente com reumatologista.

O que é Esclerodermia?

A Esclerodermia ocorre quando há ativação anormal do sistema imunológico, levando à produção excessiva de colágeno. Esse excesso provoca:

  • Espessamento e endurecimento da pele

  • Alterações vasculares

  • Fibrose de órgãos internos

O grau de comprometimento varia conforme o tipo da doença.

Tipos de Esclerodermia

A doença pode ser classificada em duas formas principais:

Esclerodermia localizada

  • Compromete apenas a pele

  • Pode se apresentar como placas endurecidas (morféia)

  • Geralmente não afeta órgãos internos

Esclerose Sistêmica (forma sistêmica)

Divide-se em:

  • Forma limitada

  • Forma difusa

Na forma limitada, o comprometimento cutâneo é mais restrito, enquanto na forma difusa há maior risco de envolvimento visceral.

Sintomas iniciais

Um dos primeiros sinais da Esclerodermia sistêmica é o Fenômeno de Raynaud, caracterizado por mudança de cor dos dedos (branco, azul e vermelho) ao frio ou estresse.

Outros sintomas incluem:

  • Inchaço inicial nas mãos

  • Espessamento progressivo da pele

  • Rigidez articular

  • Dificuldade para abrir a boca

  • Cansaço

Com a evolução, podem surgir alterações internas.

Comprometimento de órgãos

A Esclerodermia pode afetar diversos sistemas.

Pulmões

  • Fibrose pulmonar

  • Hipertensão pulmonar

  • Falta de ar progressiva

Sistema digestivo

  • Refluxo gastroesofágico

  • Dificuldade para engolir

  • Alterações intestinais

Rins

  • Crise renal esclerodérmica (situação grave)

  • Elevação abrupta da pressão arterial

Coração

  • Arritmias

  • Disfunção cardíaca

O envolvimento sistêmico é o principal determinante do prognóstico.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica associada a exames complementares.

Podem ser solicitados:

  • Exames laboratoriais com autoanticorpos

  • Capilaroscopia periungueal

  • Tomografia de tórax

  • Ecocardiograma

  • Provas de função pulmonar

A identificação precoce permite monitorar complicações.

Existe cura?

Não há cura para a Esclerodermia, mas o tratamento visa controlar sintomas e retardar a progressão.

O manejo pode incluir:

  • Imunossupressores

  • Medicamentos para controle da pressão arterial

  • Fármacos para fenômeno de Raynaud

  • Tratamento do refluxo

  • Fisioterapia

A abordagem é individualizada conforme os órgãos afetados.

Qual o prognóstico?

O prognóstico varia amplamente.

Fatores que influenciam:

  • Tipo da doença (limitada ou difusa)

  • Grau de comprometimento pulmonar

  • Presença de hipertensão pulmonar

  • Diagnóstico precoce

Com acompanhamento adequado, muitos pacientes mantêm qualidade de vida satisfatória.

Quando procurar avaliação médica?

É importante investigar se houver:

  • Mudança de cor dos dedos com frio

  • Espessamento da pele nas mãos

  • Rigidez progressiva

  • Falta de ar sem explicação

  • Refluxo persistente associado a alterações cutâneas

O diagnóstico precoce faz diferença no controle da doença.

Conclusão

A Esclerodermia é uma doença autoimune complexa que pode afetar pele e órgãos internos. O reconhecimento precoce dos sinais, especialmente o Fenômeno de Raynaud, é fundamental para investigação adequada.

Embora não tenha cura, o tratamento moderno permite melhor controle e acompanhamento das complicações, reduzindo o impacto da doença na qualidade de vida.

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