Estudo mostra que mais de 60% dos brasileiros tem excesso de peso
- 29 de jan.
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Um estudo recente divulgado pelo Ministério da Saúde revelou que mais de 60% da população brasileira apresentava excesso de peso em 2024, uma proporção bem maior do que há quase duas décadas. Os dados fazem parte do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), pesquisa que acompanha indicadores de saúde nas capitais e no Distrito Federal.
O avanço do excesso de peso é preocupante porque está associado a diversas doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. Além disso, o crescimento dessa condição em grande parte da população sugere a necessidade de políticas públicas e estratégias mais amplas de promoção da saúde e prevenção.
O que os dados mostram sobre o excesso de peso
O estudo comparou os números de 2006 com os de 2024 e observou um crescimento consistente no percentual de brasileiros com excesso de peso:
Em 2006, cerca de 42,6% da população tinha excesso de peso;
Em 2024, esse percentual chegou a 62,6%.
Esse aumento representa um crescimento de 20 pontos percentuais em 18 anos, o que indica uma tendência crescente de ganho de peso na população.
Além disso, a pesquisa apontou que a obesidade — definida como Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou acima de 30 kg/m² — dobrou no mesmo período. Em 2006, menos de 12% eram obesos; em 2024, mais de 25% da população se enquadrava nessa condição.
Crescimento de outras condições associadas
O estudo também destacou que o aumento de doenças relacionadas ao excesso de peso acompanha o crescimento da obesidade. Entre os dados observados:
O diagnóstico médico de diabetes em adultos passou de 5,5% para 12,9% entre 2006 e 2024;
Hipertensão arterial aumentou de 22,6% para 29,7% no mesmo período.
Esses números mostram que o excesso de peso faz parte de um quadro mais amplo de doenças crônicas em expansão no país.
Mudanças em hábitos e comportamentos
O estudo avaliou também tendências de comportamento e hábitos relacionados à saúde:
A prática de atividade física moderada no tempo livre cresceu, passando de 30,3% em 2009 para 42,3% em 2024;
Por outro lado, a utilização de transporte ativo no deslocamento diário diminuiu de 17% para 11,3%, possivelmente relacionada ao maior uso de carros por aplicativos;
O consumo regular de frutas e hortaliças permaneceu estável, enquanto a ingestão de refrigerantes e sucos artificiais de forma frequente diminuiu ao longo dos anos.
Apesar dessas mudanças comportamentais em parte positiva, elas não foram suficientes para conter o avanço do excesso de peso.
Por que isso é importante para a saúde?
Ter excesso de peso significa que o corpo está acumulando mais gordura do que o considerado saudável em relação à altura e formato corporal. Essa condição está associada a maior risco de doenças como:
Diabetes tipo 2;
Hipertensão arterial;
Doença cardiovascular;
Problemas articulares.
O crescimento contínuo desses indicadores alerta para a necessidade de estratégias de prevenção mais eficazes, incluindo promoção de alimentação saudável, incentivo à prática regular de exercícios e ações de políticas públicas para apoiar mudanças de estilo de vida.
O que isso significa para você
Mesmo que os números sejam preocupantes, entender esse cenário ajuda a reforçar algumas ações importantes para a saúde individual:
Manter acompanhamento regular com profissionais de saúde;
Avaliar seu peso e indicadores de risco como IMC;
Incentivar hábitos alimentares equilibrados;
Buscar atividades físicas regulares;
Monitorar pressão arterial e glicose periodicamente.
Essas medidas contribuem tanto para prevenir o ganho de peso excessivo quanto para reduzir o risco de doenças crônicas associadas.
Conclusão
O estudo mais recente mostra que a maioria da população brasileira vive com excesso de peso ou obesidade, com um aumento expressivo nos últimos 18 anos. Esses dados reforçam a necessidade de atenção à alimentação, atividade física e prevenção de doenças crônicas.
Com informação, mudanças de hábitos e apoio das políticas de saúde, é possível reverter essa tendência e promover maior qualidade de vida
Fonte: Agência Brasil



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