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Nevo melanocítico: quando uma pinta é normal e quando merece atenção

27 de abr.
4 min de leitura
Nevo melanocítico

O Nevo melanocítico é o nome médico dado ao que muitas pessoas chamam simplesmente de pinta. Trata-se de uma lesão cutânea benigna formada por um agrupamento de melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele. Essas lesões são muito comuns e podem aparecer desde o nascimento ou surgir ao longo da infância, adolescência e vida adulta.

Na maior parte das vezes, o nevo melanocítico é inofensivo. Ainda assim, ele merece atenção porque algumas lesões podem mudar com o tempo, e uma mudança suspeita pode exigir avaliação dermatológica. Além disso, pessoas com muitos nevos ou com nevos atípicos podem apresentar maior risco de melanoma, que é um tipo de câncer de pele.

O que é o nevo melanocítico

O nevo melanocítico é uma proliferação localizada e benigna de melanócitos. Em termos práticos, ele pode se apresentar como uma mancha, pápula ou pequena elevação na pele, variando em cor, tamanho e relevo. Algumas lesões são marrons claras, outras mais escuras, e há também nevos da cor da pele.

Esses nevos podem ser classificados, de forma ampla, em dois grupos principais:

  • Congênitos, quando estão presentes ao nascimento ou aparecem pouco depois;

  • Adquiridos, quando surgem mais tarde, geralmente ao longo da infância e adolescência.

Quando eles costumam aparecer

Os nevos adquiridos costumam surgir principalmente durante a infância e a adolescência. Muitas pessoas desenvolvem várias pintas ao longo desses anos, e isso pode ser totalmente esperado. A maioria das pessoas tem várias pintas, e muitas delas aparecem nessas fases da vida.

Já os nevos congênitos estão presentes desde o nascimento ou se tornam visíveis pouco tempo depois. Eles também são, em grande parte, benignos, mas seu tamanho e características influenciam a necessidade de acompanhamento.

Como um nevo melanocítico pode parecer

Um nevo melanocítico benigno não tem uma aparência única. Ele pode ser plano ou elevado, pequeno ou maior, mais claro ou mais escuro. Ainda assim, as lesões benignas costumam ter algumas características em comum: geralmente apresentam estrutura mais organizada, simetria e coloração relativamente uniforme.

Na prática, um nevo pode ter estas características:

  • Bordas relativamente regulares;

  • Cor homogênea ou pouco variada;

  • Formato arredondado ou oval;

  • Crescimento lento e estável.

Isso não significa que toda lesão com aspecto diferente seja câncer. Significa apenas que mudanças ou padrões atípicos devem ser avaliados com mais cuidado.

O que influencia o surgimento das pintas

O aparecimento de nevos melanocíticos depende de fatores genéticos, mas a exposição solar também tem influência, especialmente nos nevos adquiridos.

Isso ajuda a explicar por que pessoas com maior exposição solar ao longo da vida podem ter mais pintas. Ao mesmo tempo, o simples fato de ter nevos não significa doença. Eles fazem parte do padrão cutâneo normal de muita gente.

Quando uma pinta merece mais atenção

A maior parte dos nevos melanocíticos é benigna, mas algumas mudanças devem servir de alerta. É importante observar lesões que mudam de tamanho, forma ou cor, além de pintas que passam a coçar, sangrar, formar crostas ou ficar dolorosas.

Alguns sinais que justificam avaliação médica incluem:

  • Aumento rápido de tamanho;

  • Mudança de formato;

  • Bordas irregulares;

  • Mais de uma cor na mesma lesão;

  • Coceira, dor, sangramento ou crostas;

  • Surgimento de uma pinta muito diferente das outras.

Esses pontos se relacionam ao conhecido critério ABCDE usado para avaliação de lesões pigmentadas: assimetria, bordas, cor, diâmetro e evolução. Embora ele não substitua a consulta, pode ajudar a identificar sinais de alerta.

Nevo melanocítico e melanoma são a mesma coisa?

Não. O nevo melanocítico é, em regra, uma lesão benigna. Já o melanoma é um câncer de pele que pode surgir em uma pele previamente normal ou em associação com uma pinta já existente. Por isso, é importante não confundir uma pinta comum com melanoma, mas também não ignorar mudanças suspeitas.

A presença de muitos nevos, especialmente acima de 50, ou a presença de nevos atípicos aumenta o risco de melanoma. Isso não significa que a pessoa terá câncer, mas que o acompanhamento da pele deve ser mais cuidadoso.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do nevo melanocítico é clínico, feito principalmente pelo exame da pele. O dermatologista observa formato, cor, simetria, bordas e evolução da lesão. Em muitos casos, a avaliação pode incluir dermatoscopia, método que permite examinar a pinta com mais detalhe.

Quando há dúvida diagnóstica ou suspeita de malignidade, o médico pode indicar retirada da lesão para exame anatomopatológico. Isso é especialmente importante quando a pinta apresenta mudança recente ou características incomuns.

Quando é preciso remover

Nem todo nevo melanocítico precisa ser retirado. Em geral, a remoção é considerada quando há suspeita clínica, incômodo funcional, trauma repetido no local ou motivo estético. A decisão depende do contexto individual e da avaliação médica.

Ou seja, uma pinta comum, estável e sem sinais de alerta pode apenas ser acompanhada. Já uma lesão que muda, sangra ou tem padrão atípico merece investigação mais ativa.

Como cuidar da pele e acompanhar as pintas

A observação regular da pele ajuda a identificar mudanças precoces. Além disso, a proteção solar é uma medida importante para reduzir dano cutâneo acumulado e risco de câncer de pele.

Alguns cuidados práticos incluem:

  • Observar se alguma pinta mudou;

  • Comparar com outras lesões da pele;

  • Usar proteção solar regularmente;

  • Procurar dermatologista diante de qualquer sinal suspeito.

Conclusão

O Nevo melanocítico é uma pinta geralmente benigna e muito comum. Na maioria dos casos, ele não representa perigo e faz parte do padrão normal da pele. Ainda assim, como algumas lesões podem mudar ao longo do tempo, é importante observar sinais de alerta e buscar avaliação médica quando houver alteração de cor, forma, tamanho ou sintomas locais.

Mais do que gerar medo, o acompanhamento adequado ajuda a diferenciar o que é apenas uma pinta comum do que realmente precisa de investigação. Esse olhar atento é a melhor forma de cuidar da pele sem excessos, mas também sem negligência.

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