Novas diretrizes para colesterol alto: o que você precisa saber
- claurepires
- 23 de out. de 2025
- 3 min de leitura

O colesterol alto é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. Recentemente, novas diretrizes nacionais tornaram as metas de controle mais rígidas, exigindo maior atenção de médicos e pacientes.
O objetivo é reduzir a incidência de eventos cardíacos e incentivar a prevenção, já que estudos mostram que níveis antes considerados aceitáveis ainda podem causar danos às artérias.
Por que rever as metas de colesterol
O colesterol é uma gordura essencial ao organismo, mas quando está em excesso no sangue — especialmente o LDL, conhecido como “colesterol ruim” — ele se acumula nas paredes das artérias, formando placas. Com o tempo, essas placas podem dificultar a passagem do sangue e aumentar o risco de complicações graves.
As novas diretrizes nasceram da necessidade de aprimorar o controle desse processo. Com base em evidências recentes, os especialistas entenderam que valores menores de LDL estão diretamente ligados à redução de infartos e derrames, mesmo em pessoas sem histórico de doença cardíaca.
O que mudou nas metas de colesterol
A principal mudança é a definição de metas mais baixas para o LDL, adaptadas ao nível de risco de cada pessoa.
Para indivíduos de baixo risco cardiovascular, o LDL deve ficar abaixo de 115 mg/dL;
Pessoas com risco moderado devem manter o LDL abaixo de 100 mg/dL;
Em casos de risco alto, o ideal é que o LDL seja menor que 70 mg/dL;
Já para quem tem risco muito alto ou extremo, como quem já sofreu infarto ou AVC, o alvo é abaixo de 55 mg/dL — podendo chegar a 40 mg/dL em situações específicas.
Além disso, o colesterol não-HDL (que inclui todas as partículas aterogênicas, e não apenas o LDL) passa a ser considerado um marcador importante no acompanhamento.
Como saber o seu nível de risco
Para definir a meta correta, o médico avalia o risco cardiovascular global de cada paciente. Isso envolve fatores como:
idade e sexo;
histórico familiar de doenças cardíacas;
tabagismo;
hipertensão arterial;
diabetes;
obesidade;
sedentarismo.
Quanto mais fatores de risco a pessoa tiver, mais baixa deve ser sua meta de colesterol.Essa avaliação personalizada permite direcionar o tratamento de forma mais eficaz, prevenindo complicações antes que elas aconteçam.
O impacto das novas metas
Na prática, as novas diretrizes significam que mais pessoas precisarão de acompanhamento médico e controle rigoroso do colesterol.Quem antes tinha níveis considerados “aceitáveis” poderá agora precisar ajustar o estilo de vida — e, em alguns casos, iniciar o uso de medicamentos.
A boa notícia é que, quanto mais precoce for o controle, menor será o risco de doenças cardiovasculares no futuro. As metas rígidas também estimulam hábitos mais saudáveis e uma rotina de exames mais regular.
Estratégias para controlar o colesterol
O tratamento do colesterol alto envolve uma combinação de medidas:
1. Mudanças no estilo de vida
Alimentação balanceada: reduzir o consumo de gorduras saturadas e trans (presentes em carnes gordas, embutidos e alimentos industrializados);
Mais fibras: aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes, aveia e grãos integrais;
Controle do peso corporal: o excesso de gordura abdominal está relacionado ao aumento do colesterol ruim e à redução do bom (HDL);
Atividade física regular: caminhar, pedalar ou nadar ao menos 150 minutos por semana melhora o metabolismo das gorduras;
Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, que elevam o risco de aterosclerose.
2. Tratamento medicamentoso
Quando as metas não são alcançadas apenas com hábitos saudáveis, o médico pode indicar o uso de estatinas, medicamentos que reduzem a produção de colesterol pelo fígado. Outras opções, como ezetimiba ou inibidores de PCSK9, podem ser associadas em casos de alto risco ou quando o colesterol permanece elevado.
3. Acompanhamento contínuo
É essencial realizar exames periódicos para monitorar o colesterol e ajustar o tratamento conforme necessário. O controle deve ser individualizado, considerando idade, histórico clínico e resposta ao tratamento.
O papel da prevenção
Controlar o colesterol é uma forma eficaz de prevenir doenças silenciosas, que muitas vezes só se manifestam quando já causaram danos importantes. Investir na alimentação, na prática regular de exercícios e nas consultas médicas de rotina é o caminho mais seguro para manter o coração saudável.
Lembre-se: o colesterol alto não causa sintomas — por isso, o diagnóstico depende do exame de sangue. Detectar o problema cedo é a chave para evitar complicações futuras.
Conclusão
As novas diretrizes de colesterol alto reforçam a importância do controle rigoroso dos níveis de gordura no sangue e da personalização do cuidado. Reduzir as metas significa aumentar a proteção — não apenas para quem já tem doença cardíaca, mas também para quem quer evitá-la.
Com hábitos saudáveis, acompanhamento médico e tratamento adequado, é possível manter o colesterol sob controle e garantir um coração mais forte e uma vida mais longa.
Fonte: CNN Brasil



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