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Remédio original, similar e genérico: qual é a diferença?

  • 4 de mar.
  • 3 min de leitura
Remédio original, similar e genérico

Ao chegar à farmácia, muitas pessoas se deparam com diferentes opções para o mesmo medicamento: remédio original (de referência), genérico e similar. Embora tenham o mesmo objetivo terapêutico, essas categorias apresentam diferenças relacionadas ao desenvolvimento, preço, testes de equivalência e regulamentação.

Compreender essas distinções é importante para tomar decisões mais conscientes sobre o tratamento e entender por que alguns medicamentos são mais caros que outros.

O que é o medicamento de referência (remédio original)?

O medicamento de referência, também chamado de medicamento original ou de marca, é aquele que foi desenvolvido inicialmente pela indústria farmacêutica após anos de pesquisa e testes clínicos.

Antes de chegar ao mercado, esse tipo de medicamento passa por diversas etapas de desenvolvimento:

  • pesquisas laboratoriais;

  • estudos pré-clínicos;

  • testes clínicos em humanos;

  • avaliação de eficácia e segurança.

Após a aprovação, a empresa recebe uma patente, que garante exclusividade de comercialização por determinado período.

Esses medicamentos costumam ser mais caros porque o preço inclui o investimento em pesquisa e desenvolvimento.

O que é o medicamento genérico?

Os medicamentos genéricos surgiram como uma estratégia para ampliar o acesso aos tratamentos, oferecendo a mesma substância ativa do medicamento original, porém a um custo menor.

Para ser aprovado pelas autoridades sanitárias, o medicamento genérico precisa comprovar:

  • mesmo princípio ativo;

  • mesma dose;

  • mesma forma farmacêutica;

  • mesma via de administração;

  • mesma eficácia e segurança.

Além disso, os genéricos passam por testes de bioequivalência e biodisponibilidade, que demonstram que o medicamento age no organismo de forma equivalente ao medicamento de referência.

No Brasil, os genéricos são facilmente identificados pela embalagem com uma faixa amarela e a letra “G”.

O que é o medicamento similar?

Os medicamentos similares também possuem o mesmo princípio ativo do medicamento de referência, mas podem apresentar algumas diferenças em relação ao produto original.

Historicamente, os similares podiam diferir em aspectos como:


  • nome comercial;

  • formato ou cor do comprimido;

  • excipientes utilizados na formulação.


No entanto, desde mudanças regulatórias implementadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), os medicamentos similares também precisam comprovar equivalência farmacêutica e bioequivalência, garantindo eficácia comparável ao medicamento de referência.


Hoje, muitos similares podem inclusive ser substituídos pelo medicamento de referência na farmácia.


Diferenças principais entre os tipos de medicamentos

Embora tenham o mesmo objetivo terapêutico, algumas diferenças ajudam a distinguir essas categorias.


Medicamento de referência

  • é o produto original desenvolvido pela indústria;

  • possui marca comercial conhecida;

  • passou por todas as etapas iniciais de pesquisa.


Medicamento genérico

  • possui o mesmo princípio ativo do original;

  • não utiliza marca comercial;

  • tem preço geralmente menor;

  • precisa comprovar bioequivalência.


Medicamento similar

  • possui o mesmo princípio ativo;

  • tem nome comercial próprio;

  • também precisa comprovar equivalência terapêutica.


Os genéricos são realmente eficazes?

Uma dúvida comum entre pacientes é se os medicamentos genéricos funcionam da mesma forma que os originais.

A resposta é sim. Para serem aprovados, os genéricos precisam demonstrar que liberam o princípio ativo no organismo de maneira equivalente ao medicamento de referência.

Isso significa que:

  • a absorção é semelhante;

  • a concentração do medicamento no sangue é equivalente;

  • o efeito terapêutico esperado é o mesmo.

Por esse motivo, genéricos são considerados seguros e eficazes pelas autoridades regulatórias.

Por que os genéricos são mais baratos?

O custo reduzido dos genéricos está relacionado ao fato de que os fabricantes não precisam investir novamente nas etapas iniciais de pesquisa clínica, que já foram realizadas pela empresa que desenvolveu o medicamento original.

Além disso, a concorrência entre fabricantes contribui para a redução dos preços.

Isso torna os genéricos uma alternativa importante para ampliar o acesso aos tratamentos.

O farmacêutico pode substituir o medicamento?

Em muitos casos, o farmacêutico pode substituir o medicamento prescrito por outro equivalente, principalmente quando se trata de genéricos.

Essa substituição geralmente é permitida quando:

  • o medicamento possui o mesmo princípio ativo;

  • a dose é equivalente;

  • não há restrição expressa na prescrição médica.

Essa prática pode ajudar a reduzir custos sem comprometer a eficácia do tratamento.

Conclusão

Medicamentos de referência, genéricos e similares possuem o mesmo objetivo: tratar doenças com segurança e eficácia. As principais diferenças estão relacionadas ao desenvolvimento do produto, à presença de marca comercial e ao custo final.

Com a regulamentação atual, tanto genéricos quanto similares passam por rigorosos testes de equivalência, garantindo que possam ser utilizados com confiança pela população.

Conhecer essas diferenças ajuda pacientes a fazer escolhas informadas e compreender melhor as opções disponíveis nas farmácias.

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