Sinusite crônica: sintomas, causas, tratamento e quando procurar ajuda
- 27 de abr.
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A sinusite crônica, também chamada de rinossinusite crônica, acontece quando há inflamação persistente do nariz e dos seios da face por 12 semanas ou mais. Diferentemente da sinusite aguda, que costuma melhorar em poucos dias ou semanas, a forma crônica tende a se prolongar, causar desconforto recorrente e impactar bastante a qualidade de vida.
Essa condição pode dificultar a drenagem do muco, provocar obstrução nasal, sensação de pressão no rosto e redução do olfato. Em alguns casos, ela aparece associada a pólipos nasais; em outros, acontece sem essas formações.
O que é a sinusite crônica
Os seios da face são cavidades cheias de ar localizadas ao redor do nariz, das maçãs do rosto, dos olhos e da testa. Quando a mucosa dessas regiões permanece inflamada por muito tempo, ocorre a sinusite crônica. Esse processo inflamatório pode envolver também a cavidade nasal, por isso o termo técnico mais preciso costuma ser rinossinusite crônica.
Na prática, o quadro é considerado crônico quando os sintomas persistem por mais de 12 semanas. Para o diagnóstico, costuma-se considerar a presença de pelo menos dois sintomas persistentes, como obstrução nasal, secreção nasal, dor ou pressão facial e redução do olfato.
Quais são os sintomas mais comuns
Os sintomas da sinusite crônica podem variar de intensidade, mas alguns são bastante típicos. O paciente pode sentir o nariz constantemente entupido, secreção escorrendo pelo nariz ou pela parte de trás da garganta, pressão ou dor na região da face e diminuição do olfato ou paladar.
Outros sintomas também podem aparecer, como:
Dor de cabeça;
Mau hálito;
Tosse;
Dor nos dentes;
Cansaço;
Dor ou sensação de pressão nos ouvidos.
Um ponto importante é que a febre não costuma ser um sintoma marcante da forma crônica. Quando há febre importante, o quadro pode estar mais relacionado a uma sinusite aguda ou a uma complicação infecciosa.
O que pode causar sinusite crônica
A sinusite crônica não tem uma única causa. Ela pode estar relacionada a uma combinação de fatores que mantêm a mucosa inflamada e dificultam a ventilação e a drenagem dos seios da face. Entre esses fatores estão infecções, pólipos nasais, desvio de septo e outras alterações anatômicas dentro do nariz.
Além disso, alguns elementos podem piorar ou favorecer o problema, como exposição frequente à fumaça de cigarro, poluentes, alergias respiratórias e, em crianças e adolescentes, doenças como fibrose cística. Em outras palavras, nem sempre a sinusite crônica é apenas “uma infecção que não passou”; muitas vezes existe um contexto inflamatório mais complexo por trás.
Sinusite crônica com pólipos e sem pólipos
A rinossinusite crônica pode ser dividida em dois grandes grupos: com pólipos nasais e sem pólipos nasais. Essa diferença é importante porque pode influenciar tanto os sintomas quanto a resposta ao tratamento.
Os pólipos são formações benignas da mucosa nasal e dos seios da face. Quando eles estão presentes, a obstrução nasal e a perda do olfato costumam ser ainda mais marcantes. Já nos casos sem pólipos, o quadro pode ter mais relação com inflamação crônica da mucosa, alterações anatômicas e episódios recorrentes de agudização.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico começa com a história clínica e o exame físico. O médico avalia há quanto tempo os sintomas existem, quais são os principais desconfortos, se há piora com alergias ou infecções e se o paciente apresenta fatores que favorecem o problema, como tabagismo, exposição a poluentes ou asma.
Quando necessário, o especialista pode solicitar exames complementares para confirmar o diagnóstico e entender melhor a causa, especialmente nos casos que não melhoram com o tratamento inicial. Em pacientes com muitos episódios de sinusite aguda ou suspeita de quadro crônico, pode haver encaminhamento para otorrinolaringologista ou alergista.
Como é feito o tratamento
O tratamento da sinusite crônica costuma começar com medidas clínicas. As recomendações de primeira linha incluem lavagem nasal com solução salina e corticoide intranasal, que ajudam a reduzir a inflamação e melhorar a drenagem das secreções.
Em alguns casos, especialmente na rinossinusite crônica com pólipos, pode ser considerado um curto curso de corticoide oral, sempre com avaliação médica. Quando o tratamento clínico inicial falha, o paciente pode precisar de confirmação diagnóstica por especialista e, em situações selecionadas, cirurgia endoscópica dos seios da face.
Além disso, algumas medidas de apoio podem aliviar sintomas no dia a dia, como manter boa hidratação, usar compressas mornas no rosto, fazer repouso em fases de piora e manter o nariz umidificado.
O que pode ajudar em casa
Embora o tratamento principal dependa da causa e da avaliação médica, alguns cuidados simples podem trazer alívio:
Lavagem nasal com soro fisiológico;
Inalação de vapor ou banho morno para ajudar na umidificação;
Boa ingestão de líquidos;
Evitar fumaça, poeira e poluentes;
Controlar alergias quando elas fazem parte do quadro.
Essas medidas não substituem o tratamento quando a doença está instalada, mas podem melhorar o conforto e reduzir a sensação de congestão.
Quando procurar atendimento médico
Vale procurar avaliação médica quando os sintomas duram mais de 10 dias sem melhora, quando há episódios repetidos de sinusite ou quando o quadro não responde ao tratamento habitual. Na forma crônica, a persistência do problema por mais de 12 semanas já é um sinal claro de que o caso precisa ser investigado.
Também existem sinais de alerta que exigem atendimento mais rápido, como:
Inchaço ou vermelhidão ao redor dos olhos;
Dor de cabeça muito intensa;
Inchaço na testa;
Confusão mental;
Visão dupla ou alteração visual;
Rigidez na nuca.
Esses sintomas podem indicar complicações mais sérias, embora sejam incomuns.
Como prevenir novas crises
Nem sempre é possível evitar completamente a sinusite crônica, mas algumas medidas ajudam a reduzir o risco de piora. Controlar alergias, evitar fumaça de cigarro, reduzir exposição a poluentes e manter boa higiene das mãos para diminuir infecções respiratórias são estratégias úteis.
Em pessoas que já têm tendência ao problema, o seguimento regular e o uso correto das medicações prescritas podem fazer diferença importante no controle dos sintomas.
Conclusão
A sinusite crônica é uma inflamação persistente do nariz e dos seios da face, caracterizada por sintomas que duram mais de 12 semanas. Obstrução nasal, secreção, pressão facial e redução do olfato estão entre os sinais mais comuns.
Embora o quadro possa ser bastante incômodo, existem estratégias eficazes de tratamento, como lavagem nasal, corticoide intranasal e, em alguns casos, abordagem cirúrgica. O mais importante é não tratar a sinusite crônica como se fosse apenas um resfriado prolongado: quando os sintomas persistem, a avaliação médica é o melhor caminho para confirmar o diagnóstico e definir a conduta adequada.



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