Alta de vírus respiratórios e o novo H3N2: o que você precisa saber agora
- medicinaatualrevis
- 6 de jan.
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O início do ano trouxe um aumento importante nos casos de infecções respiratórias em diversos países, incluindo gripe, resfriados e outras viroses. Entre os vírus circulantes, chama atenção uma variante do influenza A (subtipo H3N2), que vem sendo monitorada por autoridades de saúde internacionais. Isso tem levantado dúvidas e preocupações em muitas pessoas: devo me preocupar? Como me proteger? Quando procurar atendimento?
Este guia foi preparado para esclarecer de forma simples e segura o que os pacientes precisam saber sobre o momento atual e como cuidar melhor da saúde respiratória.
Por que os casos de infecções respiratórias aumentam nessa época?
Esse crescimento não é coincidência. É uma combinação de fatores, como:
Maior circulação de pessoas em festas e viagens;
Ambientes fechados e pouco ventilados;
Mudanças climáticas sazonais;
Queda na imunidade por estresse, cansaço e sono ruim.
Com isso, vírus respiratórios encontram facilidade para se espalhar, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
O que é a gripe H3N2 e o que há de novo?
A gripe causada pelo vírus influenza A do tipo H3N2 não é novidade. No entanto, como todo vírus, ele pode sofrer pequenas modificações com o tempo. Por isso, autoridades de saúde mantêm vigilância constante e reforçam medidas de proteção quando observam aumento de circulação.
Para o paciente, a mensagem principal é: o vírus continua sendo gripe, continua sendo prevenível e continua exigindo atenção aos sinais de alerta, especialmente em grupos de risco.
Quais são os sintomas e como diferenciar gripe de resfriado comum?
Embora tenham semelhanças, gripe e resfriado não são iguais.
A gripe geralmente causa:
Febre alta e súbita;
Dor no corpo;
Cansaço intenso;
Dor de cabeça;
Tosse seca;
Mal-estar importante.
Já o resfriado costuma ser mais leve, com:
Nariz entupido ou escorrendo;
Espirros;
Dor de garganta leve;
Pouca febre ou nenhuma.
Se houver dúvida, especialmente em pessoas vulneráveis, é sempre melhor buscar orientação.
Quem tem maior risco de complicações?
Alguns grupos merecem atenção especial, pois podem desenvolver quadros mais graves:
Idosos;
Crianças pequenas;
Gestantes;
Pessoas com doenças cardíacas, pulmonares, renais ou diabetes;
Pessoas com imunidade baixa.
Nesses casos, não espere piorar para procurar atendimento médico.
Quando procurar atendimento médico com urgência?
Procure ajuda rapidamente se houver:
Falta de ar;
Febre que não melhora após alguns dias;
Dor no peito;
Confusão mental;
Lábios arroxeados;
Fraqueza intensa;
Desidratação;
Piora súbita após melhora inicial.
Em crianças, sinais como sonolência excessiva, irritabilidade intensa, gemência ao respirar ou recusa de líquidos também são alertas.
E a vacinação, ainda é importante? Sim, e muito
A vacina contra gripe continua sendo uma das formas mais eficazes de reduzir gravidade e risco de complicações. Mesmo quando não impede totalmente a infecção, ela reduz hospitalizações e casos graves.
Vacinação não é apenas individual, mas protege também quem está ao redor.
Como se proteger no dia a dia?
Não há segredo. As medidas mais eficazes continuam sendo simples e acessíveis:
Lavar as mãos com frequência;
Evitar contato próximo com pessoas doentes;
Cobrir nariz e boca ao tossir;
Manter ambientes ventilados;
Não compartilhar objetos pessoais;
Se estiver doente, evitar aglomerações.
Essas atitudes protegem você e quem você ama.
E se eu ficar doente, o que fazer em casa?
A maioria dos casos melhora com cuidados simples:
Repouso;
Boa hidratação;
Alimentação leve;
Uso de medicamentos apenas com orientação médica.
Evite automedicação, principalmente antibióticos — eles não funcionam contra vírus.
Conclusão
O aumento de infecções respiratórias e a circulação de novas variantes virais são situações que merecem atenção, mas não pânico.
Informação confiável, vacinação em dia, medidas de prevenção e atenção aos sinais de alerta são as melhores formas de proteção. Para a maioria das pessoas, os quadros são autolimitados, mas grupos de risco precisam de cuidado especial. Afinal, cuidar da saúde respiratória é cuidar da saúde como um todo.



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