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Cisto nas mamas: quando a alteração é benigna e quando merece atenção

Cisto nas mamas

Os cistos nas mamas são formações arredondadas, cheias de líquido, bastante comuns em mulheres em idade reprodutiva. Embora causem preocupação, na maioria das vezes são alterações benignas, relacionadas a oscilações hormonais do ciclo menstrual. Muitos são descobertos ao acaso em exames de rotina, enquanto outros provocam dor, sensibilidade e sensação de nódulo ao toque.

Os cistos podem surgir isoladamente ou em múltiplos pontos da mama, variando de tamanho conforme a fase do ciclo. Apesar de sua frequência, é essencial compreender seus sinais, causas e quando buscar avaliação médica para garantir acompanhamento adequado.

O que é um cisto mamário

Um cisto mamário é uma bolsa com líquido que se forma dentro do tecido glandular da mama. Não se trata de tumor sólido, e sim de uma pequena cavidade revestida por células que acumulam fluido. Eles podem ser simples, complicados ou complexos, dependendo da aparência ao ultrassom.

O tamanho pode variar significativamente e tende a mudar conforme os níveis hormonais.

Os sinais característicos incluem:

  • nódulo móvel ao toque;

  • dor que piora antes da menstruação;

  • sensação de pressão na mama;

  • aumento ou redução do tamanho ao longo do ciclo;

  • sensibilidade localizada.

A maioria não apresenta risco de câncer.

Por que os cistos aparecem

Os cistos surgem devido a alterações hormonais, especialmente relacionadas ao estrogênio. A mama é um órgão altamente sensível aos hormônios, e pequenas variações podem estimular a formação de fluidos nos ductos e lóbulos mamários.

Fatores que aumentam a chance de cistos incluem:

  • idade entre 30 e 50 anos;

  • uso de terapia hormonal;

  • histórico de cistos anteriores;

  • fase pré-menstrual;

  • densidade mamária aumentada;

  • oscilações hormonais intensas.

Após a menopausa, os cistos tendem a desaparecer, especialmente em mulheres que não fazem reposição hormonal.

Sintomas que podem surgir com cistos na mama

Embora muitos sejam assintomáticos, alguns cistos podem causar desconforto significativo. A sensibilidade costuma se intensificar antes da menstruação devido ao acúmulo de líquido na mama.

Os sintomas mais comuns são:

  • dor localizada;

  • sensação de nódulo liso e arredondado;

  • aumento do volume mamário;

  • hipersensibilidade ao toque;

  • dor que melhora após o ciclo menstrual.

Cistos maiores podem incomodar mais, mas isso não significa maior risco.

Como os cistos são diagnosticados

O diagnóstico é clínico e radiológico. Na maioria das vezes, o profissional identifica o nódulo pelo exame físico e confirma a natureza cística por imagem.

Os exames mais utilizados são:

  • ultrassonografia das mamas;

  • mamografia (principalmente após os 40 anos);

  • aspiração por agulha fina, quando há necessidade de esvaziar ou analisar o líquido.

O ultrassom é o método mais eficaz para diferenciar cistos de nódulos sólidos.

Diferença entre cistos simples, complicados e complexos

O ultrassom permite classificar os cistos, o que orienta o manejo clínico.

Cistos simples

Totalmente benignos, preenchidos apenas por líquido. Não precisam de tratamento, apenas acompanhamento de rotina.

Cistos complicados

Contêm algum resíduo ou debris, mas ainda são considerados de baixo risco. Poucas vezes necessitam de aspiração.

Cistos complexos

Possuem septos ou formações internas. Exigem avaliação mais detalhada e, em alguns casos, biópsia.

O cisto na mama pode virar câncer?

O cisto simples não aumenta o risco de câncer. Ele não se transforma em tumor maligno e raramente exige intervenção. Já os cistos complexos podem requerer investigação, mas ainda assim a maioria é benigna.

O mais importante é manter acompanhamento regular, especialmente quando há histórico familiar de câncer de mama.

Quando o cisto precisa de tratamento

A maior parte dos cistos não precisa de tratamento, mas algumas situações exigem intervenção médica, especialmente quando há dor ou dúvida diagnóstica.

Entre os casos que podem necessitar de cuidado estão:

  • dor intensa que compromete atividades;

  • cistos muito volumosos;

  • suspeita de infecção;

  • cistos complexos;

  • acúmulo recorrente de líquido.

A aspiração com agulha fina é o procedimento mais comum para aliviar o desconforto.

Cistos infectados: sinais de alerta

Embora raro, um cisto pode se infectar, causando inflamação importante. Esse quadro deve ser tratado rapidamente para evitar complicações.

Os sinais de alerta incluem:

  • vermelhidão;

  • dor intensa;

  • aumento de temperatura local;

  • febre;

  • secreção purulenta.

Nesses casos, o tratamento envolve antibióticos e, às vezes, drenagem.

Cuidados diários para quem tem cistos na mama

Certas medidas podem aliviar o desconforto e reduzir o impacto das oscilações hormonais no tecido mamário.

Recomendações que ajudam no dia a dia:

  • usar sutiãs de boa sustentação;

  • reduzir cafeína e alimentos estimulantes;

  • manter dieta equilibrada;

  • aplicar compressas mornas em períodos dolorosos;

  • praticar atividade física regularmente;

  • manter acompanhamento anual com ginecologista.

Pequenas mudanças podem diminuir a sensibilidade mamária.

Conclusão

Os cistos nas mamas são formações benignas e muito comuns, especialmente em mulheres na fase reprodutiva. Embora possam causar dor e desconforto, raramente representam risco e geralmente desaparecem ou mudam de tamanho conforme os hormônios do ciclo menstrual.

O mais importante é manter acompanhamento regular, entender os sinais que exigem investigação e buscar avaliação quando houver dor persistente, aumento do nódulo ou alterações suspeitas. Com cuidado e orientação adequada, é possível lidar com os cistos de maneira segura e tranquila.

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