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Daltonismo: o que é e como ele afeta a visão das cores

  • 31 de mar.
  • 4 min de leitura
Daltonismo

O daltonismo é uma alteração da visão das cores. Em vez de enxergar o mundo totalmente em preto e branco, como muita gente imagina, a maioria das pessoas com daltonismo tem dificuldade para diferenciar algumas cores específicas, principalmente em combinações como vermelho e verde. Os defeitos vermelho-verde são os mais comuns, enquanto alterações azul-amarelo são mais raras.

Na maior parte dos casos, o daltonismo é hereditário e está presente desde o nascimento. Isso significa que a pessoa pode crescer vendo as cores de forma diferente sem perceber imediatamente que há uma alteração, especialmente se nunca foi testada. Em outros casos, a deficiência de visão de cores pode ser adquirida ao longo da vida por doenças oculares, lesões, AVC ou uso de certos medicamentos.

O que é daltonismo

O daltonismo, também chamado de deficiência na visão de cores, acontece quando há alteração nos cones da retina, células responsáveis por perceber cores em ambientes iluminados. Quando um tipo de cone não funciona corretamente, a percepção de determinadas faixas de cor fica comprometida.

Isso ajuda a explicar por que o daltonismo não é uma condição única. Há diferentes graus e diferentes padrões de alteração. Algumas pessoas apenas confundem tons parecidos. Outras têm dificuldade mais marcada em tarefas do dia a dia que dependem de discriminar cores com precisão, como ler mapas coloridos, interpretar gráficos, identificar sinais luminosos ou escolher roupas.

Daltonismo não é enxergar tudo em preto e branco

Esse é um dos mitos mais comuns. A forma mais severa, em que a percepção de cores é profundamente limitada, é rara. Na maioria dos casos, a pessoa continua vendo cores, mas tem dificuldade para distinguir alguns tons específicos.

As alterações mais frequentes envolvem:

  • confusão entre vermelho e verde;

  • dificuldade com tons próximos de marrom, verde, laranja e vermelho;

  • em casos mais raros, dificuldade para diferenciar azul e amarelo.

Esse ponto é importante porque muitas pessoas com daltonismo passam anos sem diagnóstico justamente por não perceberem a alteração como “falta total de cor”, mas apenas como uma forma diferente de identificar alguns tons.

Quais são os tipos mais comuns

Os defeitos de visão vermelho-verde são os mais frequentes. Eles costumam ser hereditários e são mais comuns em meninos e homens.

De forma geral, os principais grupos são:

  • deficiência vermelho-verde, a forma mais comum;

  • deficiência azul-amarelo, mais rara;

  • formas muito mais incomuns com perda importante da visão de cores.

Na prática, o impacto varia bastante. Algumas pessoas só percebem a alteração quando fazem teste visual. Outras sentem dificuldade em atividades escolares, profissionais ou rotineiras.

Como perceber os sinais

Na infância, o daltonismo pode ser notado quando a criança erra frequentemente atividades com cores, mostra dificuldade para identificar lápis coloridos ou parece evitar tarefas que dependem de diferenciação cromática. Em muitos casos, porém, o problema passa despercebido por bastante tempo.

Alguns sinais que podem chamar atenção incluem:

  • confundir cores repetidamente;

  • dificuldade para ler materiais com códigos de cores;

  • problemas em atividades escolares baseadas em cor;

  • dificuldade em distinguir alguns sinais visuais do dia a dia.

Vale lembrar que uma criança não precisa reclamar da visão para ter daltonismo. Muitas simplesmente assumem que todas as pessoas enxergam as cores da mesma forma.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico costuma ser feito com testes específicos de visão de cores. Entre os mais conhecidos está o teste de Ishihara, com figuras formadas por pontos coloridos, e também testes de arranjo de cores, nos quais a pessoa organiza tons em sequência.

Esse diagnóstico é importante não apenas para confirmar a condição, mas também para orientar família, escola e rotina. Quando identificado cedo, o daltonismo pode ser melhor compreendido e acomodado, evitando interpretações erradas de desatenção ou erro escolar.

Daltonismo tem tratamento?

Na maior parte dos casos hereditários, não há cura. Quando a alteração é causada por uma doença ocular, medicamento ou outro problema adquirido, tratar a causa pode melhorar a visão de cores em alguns casos.

Alguns filtros em óculos ou lentes podem aumentar contraste entre certas cores, mas isso não significa restaurar visão normal de todas as cores.

Daltonismo atrapalha a vida?

Na maioria das vezes, as pessoas se adaptam bem. Ainda assim, pode haver impacto em contextos específicos, como escola, profissões e tarefas que dependem fortemente de códigos de cor.

Algumas áreas profissionais podem ter restrições por motivos de segurança.

No dia a dia, algumas adaptações ajudam bastante:

  • usar etiquetas ou organização por posição, não só por cor;

  • evitar gráficos e materiais que dependam apenas de código cromático;

  • avisar a escola quando a criança recebe o diagnóstico;

  • preferir recursos visuais com contraste, texto e símbolos além das cores.

Quando procurar avaliação médica

Se a dificuldade para distinguir cores existe desde a infância, a tendência é pensar primeiro em daltonismo hereditário. Mas se a alteração surge de repente ou piora ao longo do tempo, isso merece avaliação oftalmológica porque pode estar ligada a doença ocular, lesão neurológica ou efeito de medicamentos.

Esse ponto é muito importante: daltonismo congênito costuma ser estável. Mudança recente na percepção de cores não deve ser tratada como algo banal.

Conclusão

O daltonismo é uma alteração da visão de cores que, na maioria das vezes, é hereditária e afeta principalmente a diferenciação entre vermelho e verde. Apesar do nome popular, a maior parte das pessoas com essa condição não vê o mundo em preto e branco, mas sim com dificuldade para distinguir determinados tons.

Embora geralmente não tenha cura quando é congênito, o diagnóstico é valioso porque permite adaptação escolar, compreensão da rotina e identificação de casos adquiridos que exigem investigação. Em muitos contextos, informação correta faz mais diferença do que a própria limitação visual.




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