Herpes-Zóster: reativação viral que causa dor intensa e lesões na pele
- há 3 dias
- 2 min de leitura

O Herpes-Zóster, também conhecido como “cobreiro”, é uma infecção viral causada pela reativação do vírus varicela-zóster (VZV), o mesmo responsável pela catapora. Após a infecção primária, geralmente na infância, o vírus permanece latente nos gânglios nervosos e pode ser reativado anos depois.
A principal característica do Herpes-Zóster é o surgimento de lesões vesiculares dolorosas distribuídas ao longo de um dermátomo, acompanhadas de dor neuropática que pode ser intensa.
Por que o Herpes-Zóster ocorre?
Após o episódio de varicela, o vírus não é eliminado do organismo. Ele permanece “adormecido” nos gânglios da raiz dorsal dos nervos sensitivos.
A reativação pode ocorrer quando há redução da imunidade, como em situações de:
Idade avançada;
Estresse intenso;
Doenças crônicas;
Uso de imunossupressores;
Câncer ou quimioterapia;
Infecção pelo HIV.
O risco aumenta progressivamente após os 50 anos.
Sinais e sintomas iniciais
Antes do surgimento das lesões cutâneas, o paciente pode apresentar:
Dor localizada em queimação ou pontada;
Sensibilidade aumentada ao toque;
Formigamento ou prurido;
Mal-estar leve ou febre baixa.
Esses sintomas podem preceder as lesões em até 2 a 3 dias.
Características das lesões
As lesões do Herpes-Zóster apresentam padrão típico:
Pequenas vesículas agrupadas sobre base avermelhada;
Distribuição unilateral;
Localização restrita a um dermátomo;
Evolução para crostas em cerca de 7 a 10 dias.
As regiões mais acometidas incluem:
Tórax (mais comum);
Face;
Região cervical;
Região lombar.
Quando o nervo oftálmico é afetado, pode ocorrer o Herpes-Zóster oftálmico, condição que exige avaliação urgente devido ao risco de complicações oculares.
Complicações do Herpes-Zóster
Embora muitos casos evoluam sem maiores problemas, algumas complicações merecem atenção.
Neuralgia pós-herpética
É a complicação mais comum, caracterizada por dor persistente no local da lesão por semanas ou meses após a cicatrização.
Fatores de risco incluem:
Idade avançada;
Dor intensa no início do quadro;
Lesões extensas.
Outras complicações possíveis
Comprometimento ocular;
Infecção bacteriana secundária;
Paralisia facial (em casos específicos);
Comprometimento neurológico em imunossuprimidos.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na apresentação típica das lesões e na distribuição dermatomérica.
Exames laboratoriais raramente são necessários, sendo indicados apenas em casos atípicos ou imunossuprimidos.
Tratamento do Herpes-Zóster
O tratamento deve ser iniciado idealmente nas primeiras 72 horas após o surgimento das lesões.
Antivirais
São a base do tratamento:
Aceleram a resolução das lesões;
Reduzem a intensidade da dor;
Diminuem o risco de neuralgia pós-herpética.
Controle da dor
Pode incluir:
Analgésicos comuns;
Anti-inflamatórios;
Medicamentos para dor neuropática, quando necessário.
Em casos graves, pode ser necessário acompanhamento especializado.
Prevenção: papel da vacina
Existe vacina disponível contra o Herpes-Zóster, recomendada principalmente para:
Pessoas com mais de 50 anos;
Indivíduos com maior risco de imunossupressão.
A vacinação reduz significativamente o risco de desenvolver a doença e suas complicações.
Conclusão
O Herpes-Zóster é uma infecção viral resultante da reativação do vírus da varicela, caracterizada por dor intensa e lesões em faixa na pele. Embora frequentemente autolimitado, pode causar complicações como neuralgia pós-herpética, especialmente em idosos.
O reconhecimento precoce e o início rápido do tratamento antiviral são fundamentais para reduzir sintomas e prevenir sequelas.



Comentários