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Nova subvariante da Covid-19, “Cicada”, já circula em 23 países: o que se sabe até agora

  • 8 de abr.
  • 2 min de leitura
Nova subvariante da Covid-19

Uma nova subvariante do coronavírus, apelidada de “Cicada”, vem chamando a atenção de pesquisadores e autoridades sanitárias. Seu nome técnico é BA.3.2, uma linhagem da Ômicron, e ela já foi relatada em pelo menos 23 países. O interesse em torno dessa variante está ligado, sobretudo, ao número elevado de mutações: reportagens e análises recentes descrevem cerca de 70 a 75 mutações na proteína spike, estrutura usada pelo vírus para entrar nas células.

Segundo os dados disponíveis, a BA.3.2 foi detectada inicialmente no fim de 2024 e passou a ser observada com mais atenção ao longo de 2025 e início de 2026. Nos Estados Unidos, por exemplo, ela já foi identificada em viajantes, amostras clínicas e monitoramento de esgoto, com registros em diversos estados. Esse padrão reforça que a vigilância genômica continua sendo essencial para acompanhar a evolução do SARS-CoV-2.

O grande número de mutações levanta preocupação principalmente por uma possibilidade: maior escape imune, ou seja, mais capacidade de infectar pessoas com alguma proteção prévia por vacinação ou infecção anterior. Fontes técnicas e reportagens científicas destacam justamente esse ponto, mas deixam claro que isso não significa automaticamente maior gravidade clínica. Até o momento, os órgãos de monitoramento e especialistas citados nas coberturas não apontam evidência consistente de que a “Cicada” provoque doença mais grave, mais internações ou mais mortes do que outras subvariantes recentes.

Em relação aos sintomas, o quadro continua parecido com o observado em outras fases recentes da Covid-19. Entre os relatos mais comuns estão dor de garganta, tosse, febre, fadiga, congestão nasal, dores no corpo e dor de cabeça. Ou seja, não há, até aqui, um padrão clínico totalmente novo que diferencie claramente essa subvariante das demais linhagens da Ômicron.

Outro ponto importante é que a BA.3.2 vem sendo tratada como uma variante sob monitoramento, e não como uma variante de preocupação máxima. Isso quer dizer que ela merece observação cuidadosa por causa de suas características genéticas e de sua disseminação internacional, mas ainda não há base suficiente para classificá-la como mais perigosa do ponto de vista de saúde pública. A mensagem, portanto, é de vigilância — e não de alarme.

Na prática, o surgimento da “Cicada” reforça um aprendizado que permanece válido desde o início da pandemia: o coronavírus continua mudando, e novas linhagens podem surgir com frequência. Por isso, acompanhamento epidemiológico, atualização vacinal dos grupos indicados e atenção aos sintomas respiratórios continuam sendo medidas relevantes, sobretudo para idosos, imunossuprimidos e pessoas com maior risco de complicações.


Fonte: Scientific American

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