O que causa o ronco? Entenda quando o barulho pode indicar algo além do sono pesado
- 13 de mai.
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O Ronco é um som produzido durante o sono quando o ar encontra dificuldade para passar pelas vias respiratórias superiores. Essa passagem mais estreita faz com que estruturas como língua, palato mole, úvula, garganta ou vias nasais vibrem enquanto a pessoa respira. O NHS explica que o Ronco ocorre quando partes da boca, garganta ou nariz vibram durante a respiração, geralmente porque essas estruturas relaxam e estreitam durante o sono.
Em alguns casos, o Ronco é leve, ocasional e aparece apenas em situações específicas, como após um resfriado ou uma noite mal dormida. Em outros, pode ser frequente, alto e associado a pausas na respiração, sonolência durante o dia e sono não reparador. Nessa situação, pode ser sinal de Apneia Obstrutiva do Sono, uma condição que merece investigação médica.
O que acontece no corpo durante o ronco?
Durante o sono, é normal que a musculatura do corpo relaxe. Isso inclui os músculos da garganta, da língua e do palato mole. Quando esse relaxamento reduz demais o espaço por onde o ar passa, ocorre turbulência no fluxo respiratório.
Essa turbulência faz os tecidos vibrarem, produzindo o som característico do Ronco.
De forma simples, o Ronco pode acontecer por três mecanismos principais:
Mecanismo | O que acontece |
Estreitamento das vias aéreas | O ar encontra menos espaço para passar |
Relaxamento excessivo dos tecidos | Língua, palato e garganta vibram mais facilmente |
Obstrução nasal | A pessoa respira mais pela boca e aumenta a vibração |
Por isso, o Ronco pode ter origem no nariz, na boca, na garganta ou em uma combinação desses fatores.
Quais são as principais causas do ronco?
O Ronco pode ser causado por fatores anatômicos, hábitos de vida, congestão nasal e condições respiratórias. Nem sempre existe uma única causa.
Entre os fatores mais comuns estão:
Dormir de barriga para cima;
Excesso de peso;
Obstrução nasal;
Rinite Alérgica;
Sinusite ou resfriados;
Desvio de septo;
Aumento de amígdalas ou adenoides;
Palato mole alongado;
Úvula aumentada;
Queixo pequeno ou alterações da mandíbula;
Fumo;
Uso de substâncias sedativas sem orientação;
Envelhecimento, com maior flacidez dos tecidos;
Apneia Obstrutiva do Sono.
A Mayo Clinic cita como fatores associados ao Ronco a anatomia da boca e dos seios da face, excesso de peso, congestão nasal, privação de sono e posição de dormir, especialmente dormir de costas.
Dormir de barriga para cima piora o ronco?
Sim, pode piorar. Quando a pessoa dorme de barriga para cima, a língua e os tecidos moles da garganta tendem a cair mais para trás, reduzindo o espaço para passagem do ar. Isso favorece a vibração e aumenta o Ronco.
Algumas pessoas roncam quase exclusivamente nessa posição. Outras roncam em qualquer posição, especialmente quando há obstrução nasal, excesso de peso, alterações anatômicas ou Apneia do Sono.
Nariz entupido também causa ronco?
Sim. A obstrução nasal é uma causa frequente de Ronco ou piora do Ronco. Quando o nariz está entupido, a respiração fica mais difícil, e a pessoa tende a respirar pela boca durante o sono. Isso aumenta a vibração dos tecidos da garganta.
Algumas causas de nariz entupido incluem:
Rinite Alérgica;
Resfriados;
Sinusite;
Desvio de septo;
Pólipos nasais;
Aumento de cornetos;
Ambientes secos;
Exposição a irritantes, como fumaça e poeira.
A Mayo Clinic também destaca a congestão nasal como fator que pode contribuir para Apneia do Sono e dificuldade respiratória durante a noite.
Ronco e excesso de peso: qual é a relação?
O excesso de peso pode favorecer o Ronco porque há maior acúmulo de tecido ao redor do pescoço e da garganta. Isso pode estreitar as vias aéreas superiores e aumentar a resistência à passagem do ar.
Além disso, o excesso de peso é um dos principais fatores de risco para Apneia Obstrutiva do Sono. A American Academy of Sleep Medicine aponta que a obesidade é um fator de risco importante para Apneia Obstrutiva do Sono em adultos.
Isso não significa que apenas pessoas acima do peso roncam. Pessoas magras também podem roncar, principalmente quando há alterações anatômicas, congestão nasal, amígdalas aumentadas ou predisposição familiar.
Todo ronco é sinal de Apneia do Sono?
Não. Nem toda pessoa que ronca tem Apneia do Sono. Porém, o Ronco alto, frequente e associado a pausas respiratórias merece atenção.
A Apneia Obstrutiva do Sono acontece quando a via aérea fecha parcial ou totalmente durante o sono, causando redução ou interrupção temporária da respiração. O cérebro percebe a queda da oxigenação ou o esforço respiratório e provoca pequenos despertares, muitas vezes imperceptíveis. Isso fragmenta o sono e impede um descanso adequado.
Sinais que aumentam a suspeita de Apneia do Sono incluem:
Ronco alto e frequente;
Pausas na respiração percebidas por outra pessoa;
Engasgos ou sufocamento durante o sono;
Sono agitado;
Acordar com boca seca;
Dor de cabeça pela manhã;
Sonolência durante o dia;
Dificuldade de concentração;
Irritabilidade;
Pressão alta;
Cansaço mesmo após muitas horas de sono.
O NHS descreve como sintomas de Apneia do Sono a respiração que para e recomeça durante o sono, sons de engasgo ou sufocamento, despertares frequentes, Ronco alto, cansaço diurno, dificuldade de concentração e dor de cabeça ao acordar.
Crianças também podem roncar?
Sim. Crianças podem roncar, especialmente quando têm aumento de amígdalas e adenoides, Rinite Alérgica, obesidade, obstrução nasal ou infecções respiratórias frequentes.
Em crianças, o Ronco habitual não deve ser ignorado, principalmente se vier acompanhado de sono agitado, respiração pela boca, pausas respiratórias, dificuldade de atenção, irritabilidade, queda no rendimento escolar ou sonolência. Nesses casos, a avaliação com pediatra ou otorrinolaringologista é importante.
Como é feita a investigação do ronco?
A investigação começa com a história clínica. O médico costuma perguntar sobre frequência do Ronco, intensidade, posição em que piora, presença de pausas respiratórias, sonolência diurna, ganho de peso, obstrução nasal e doenças associadas.
Também pode ser necessário avaliar nariz, boca, garganta, amígdalas, mandíbula e pescoço.
Quando há suspeita de Apneia do Sono, o diagnóstico pode exigir um exame do sono. O NHS informa que, em clínicas especializadas, podem ser usados dispositivos para avaliar respiração, batimentos cardíacos e outros parâmetros durante a noite, muitas vezes no próprio domicílio.
O que pode ajudar a reduzir o ronco?
O tratamento depende da causa. Por isso, não existe uma única solução para todos os casos.
Algumas medidas podem ajudar, conforme a situação:
Tratar Rinite, Sinusite ou congestão nasal;
Evitar dormir de barriga para cima, quando essa posição piora o Ronco;
Manter rotina de sono adequada;
Controlar o peso, quando houver excesso de peso;
Evitar automedicação com sedativos;
Avaliar desvio de septo, pólipos ou obstruções nasais;
Procurar tratamento específico se houver Apneia do Sono.
Em adultos, bebidas alcoólicas podem relaxar mais a musculatura da garganta e piorar o Ronco; por isso, quando o Ronco é frequente, esse fator deve ser discutido com o médico dentro da avaliação clínica. O NHS também cita excesso de peso, tabagismo, consumo excessivo de álcool e dormir de costas como fatores associados ao Ronco.
Quando há Apneia do Sono, o tratamento pode incluir mudanças de hábitos, aparelhos intraorais, CPAP ou outras abordagens individualizadas. O CPAP é um dispositivo que ajuda a manter as vias aéreas abertas durante o sono e pode ser indicado em casos confirmados de Apneia do Sono.
Quando procurar um médico?
O Ronco merece avaliação quando é frequente, intenso ou associado a sinais de sono não reparador.
Procure atendimento se houver:
Ronco alto quase todas as noites;
Pausas na respiração durante o sono;
Engasgos ou sufocamento à noite;
Sonolência durante o dia;
Dor de cabeça ao acordar;
Pressão alta;
Cansaço persistente;
Dificuldade de concentração;
Irritabilidade;
Sono agitado;
Ronco em crianças.
A Mayo Clinic orienta procurar avaliação quando o Ronco vem acompanhado de sinais sugestivos de Apneia do Sono, como pausas respiratórias, sonolência diurna, dificuldade de concentração, dor de cabeça matinal e pressão alta.
Conclusão
O Ronco acontece quando há vibração das estruturas da garganta, boca ou nariz durante a passagem do ar no sono. Ele pode ser causado por posição ao dormir, obstrução nasal, excesso de peso, alterações anatômicas, Rinite, envelhecimento ou Apneia do Sono.
Embora nem todo Ronco seja perigoso, ele não deve ser ignorado quando é alto, frequente ou acompanhado de pausas respiratórias, engasgos, sonolência durante o dia ou cansaço persistente. Nesses casos, pode ser sinal de Apneia Obstrutiva do Sono, condição que interfere na qualidade do sono e na saúde geral.
A melhor conduta é identificar a causa. Tratar apenas o barulho sem investigar o motivo pode atrasar o diagnóstico de problemas respiratórios importantes durante o sono.



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