Por que algumas pessoas têm mais alergia no verão?
- medicinaatualrevis
- 2 de dez. de 2025
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O verão é sinônimo de sol, calor e atividades ao ar livre. Porém, para muitas pessoas, essa estação também marca o aumento de crises alérgicas. Espirros, coceira na pele, rinite mais intensa, olhos vermelhos e até urticária podem se tornar mais frequentes durante os meses quentes. Entender por que isso acontece é essencial para prevenir e controlar os sintomas, garantindo maior qualidade de vida nessa época do ano.
As alergias de verão têm múltiplas causas, envolvendo desde fatores ambientais até mudanças no comportamento das pessoas. Muitos alérgenos aumentam com o calor, e o contato com elementos naturais e químicos se intensifica, desencadeando reações em indivíduos predispostos.
A relação entre calor, umidade e alergias
O clima quente e úmido favorece a proliferação de diversos organismos e substâncias que desencadeiam alergias. A combinação de suor, exposição solar e contato com poeira ou fungos torna a pele e as vias aéreas mais sensíveis.
Vale destacar que o calor muda a forma como o corpo reage aos estímulos externos, deixando a barreira cutânea mais vulnerável.
Os principais fatores ambientais envolvidos são:
aumento da umidade, que favorece mofo e ácaros;
maior proliferação de fungos;
intensificação da polinização de algumas plantas;
contato mais frequente com insetos;
transpiração excessiva que irrita a pele;
aumento de poluentes nas cidades em dias muito quentes.
Esses fatores contribuem para crises em quem já tem predisposição alérgica.
Suor e irritações da pele
O suor é um dos principais gatilhos de alergias e irritações no verão. Ele altera o pH da pele e facilita a entrada de substâncias que provocam inflamação.
A transpiração excessiva causa:
coceira;
dermatite irritativa;
miliária (brotoeja);
piora de dermatite atópica;
urticária colinérgica em pessoas sensíveis.
Ambientes quentes e roupas justas podem agravar o quadro.
Cloro, areia e protetor solar como gatilhos
No verão, aumenta a exposição a elementos que podem irritar a pele ou desencadear alergias. O contato repetido com produtos químicos, areia e água da piscina cria um cenário perfeito para a sensibilização.
Os principais irritantes incluem:
cloro da piscina;
areia e sal do mar;
fragrâncias e conservantes em protetores solares;
loções pós-sol com perfumes;
cremes corporais com filtros químicos;
suor misturado a resíduos de cosméticos.
Indivíduos com dermatite atópica e pele sensível sofrem ainda mais.
Ácaros e fungos aumentam no calor
Embora muitas pessoas associem ácaros ao inverno, esses microrganismos também se multiplicam no calor, especialmente em ambientes úmidos. Fungos como Aspergillus e Cladosporium também aumentam no verão.
É importante reforçar que a combinação de calor e umidade acelera a proliferação desses alérgenos.
Entre os principais agravantes estão:
colchões e travesseiros pouco ventilados;
casas fechadas por longos períodos;
roupas guardadas em locais úmidos;
banheiros com mofo;
limpeza insuficiente de ar-condicionado.
Essas condições explicam crises de rinite e sinusite no verão.
Pólen e plantas alergênicas
Em algumas regiões do Brasil, o verão coincide com épocas de maior polinização. Isso significa mais partículas alérgenas no ar e maior risco de crises respiratórias.
Entre as plantas associadas a alergias estão:
gramíneas;
flores ornamentais;
árvores de grande porte;
plantas que liberam pólen finíssimo.
Pessoas com rinite e asma são as mais afetadas.
Por que a alergia parece pior ao viajar
Muitas pessoas relatam crise alérgica durante viagens de férias. Isso ocorre porque o organismo encontra novos alérgenos, diferentes dos habituais.
Os motivos incluem:
contato com ácaros de hotéis;
comidas diferentes, com novos ingredientes;
climas muito secos ou úmidos;
protetores solares que a pessoa nunca usou;
perfume de produtos locais;
poeira de praias ou trilhas.
A mudança de ambiente é um gatilho importante.
Como prevenir alergias no verão
Medidas simples ajudam a reduzir o risco de crises durante o calor. O objetivo é proteger a pele, evitar exposição a alérgenos e manter os ambientes ventilados.
É importante lembrar que prevenção é a estratégia mais eficaz para quem já tem histórico alérgico.
As recomendações incluem:
hidratar a pele diariamente;
evitar banhos muito quentes;
usar protetores solares hipoalergênicos;
trocar roupas suadas rapidamente;
manter casas ventiladas;
limpar ar-condicionados regularmente;
evitar perfumes fortes na pele;
enxaguar bem o corpo após piscina ou mar.
Esses cuidados reduzem consideravelmente as crises.
Quando procurar ajuda médica
Nem toda irritação no verão é uma alergia verdadeira, mas algumas situações exigem avaliação. Sintomas persistentes ou intensos podem indicar alergias graves ou doenças dermatológicas.
Procure atendimento se houver:
coceira intensa;
placas avermelhadas que persistem;
falta de ar;
inchaço no rosto;
urticária recorrente;
crise respiratória prolongada;
piora súbita da dermatite atópica.
O médico identifica gatilhos e orienta o melhor tratamento.
Conclusão
As alergias no verão são resultados de uma combinação de calor, suor, umidade, contato com substâncias irritantes e maior exposição ambiental. Pessoas predispostas podem apresentar crises mais intensas, mas medidas preventivas ajudam a manter a estação mais tranquila. Conhecer os gatilhos e proteger a pele e as vias respiratórias é fundamental para reduzir desconfortos e aproveitar melhor os dias quentes.



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