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Doença renal policística: o que são os cistos progressivos nos rins e como a doença evolui

  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

A Doença Renal Policística (DRP) é uma condição genética caracterizada pelo desenvolvimento progressivo de múltiplos cistos nos rins. Esses cistos são bolsas preenchidas por líquido que se formam ao longo do tempo no tecido renal e podem aumentar de tamanho e número com a progressão da doença.

À medida que os cistos crescem, eles podem comprometer a estrutura e a função dos rins, reduzindo gradualmente a capacidade do órgão de filtrar o sangue. Em alguns casos, a doença pode evoluir para insuficiência renal crônica, especialmente quando não há acompanhamento adequado.

A Doença Renal Policística é considerada uma das doenças hereditárias renais mais comuns. Com diagnóstico precoce e acompanhamento médico, é possível monitorar sua evolução e reduzir o risco de complicações.

Neste artigo, você vai entender o que é a Doença Renal Policística, como os cistos se desenvolvem, quais são os sintomas e como a doença é diagnosticada e tratada.

O que é a Doença Renal Policística?

A Doença Renal Policística é uma doença genética caracterizada pela formação de diversos cistos nos rins ao longo da vida.

Esses cistos surgem a partir de alterações no funcionamento das células dos túbulos renais, levando ao acúmulo de líquido dentro dessas estruturas.

Com o tempo, pode ocorrer:

  • Aumento do tamanho dos rins;

  • Compressão do tecido renal saudável;

  • Redução progressiva da função renal.

Embora os rins sejam os órgãos mais afetados, a doença também pode provocar cistos em outros locais do corpo, como fígado e pâncreas.

Tipos de Doença Renal Policística

Existem dois principais tipos da doença, definidos pela forma de herança genética e pela idade de início dos sintomas.

Doença renal policística autossômica dominante

É a forma mais comum da doença e geralmente se manifesta na idade adulta.

Algumas características incluem:

  • Início dos sintomas geralmente entre 30 e 50 anos;

  • Progressão lenta da doença;

  • Histórico familiar frequente.

Uma única cópia do gene alterado já é suficiente para que a doença se manifeste.

Doença renal policística autossômica recessiva

Essa forma é mais rara e costuma se manifestar na infância ou até mesmo no período neonatal.

Entre as características estão:

  • Início precoce dos sintomas;

  • Maior gravidade em alguns casos;

  • Possível comprometimento do fígado.

Para que a doença ocorra nesse caso, ambos os pais precisam ser portadores do gene alterado.

Como os cistos se desenvolvem nos rins?

Na Doença Renal Policística, alterações genéticas interferem no funcionamento de proteínas responsáveis pela estrutura e comunicação entre as células renais.

Esse processo leva a mudanças no crescimento e na função das células dos túbulos renais.

Como resultado, ocorre:

  • Formação de pequenas cavidades nos túbulos renais;

  • Acúmulo progressivo de líquido dentro dessas estruturas;

  • Crescimento gradual dos cistos.

Com o aumento do número e do tamanho dos cistos, o tecido renal saudável pode ser comprimido e perder parte de sua função.

Quais são os sintomas da Doença Renal Policística?

Em muitas pessoas, a doença pode permanecer assintomática por vários anos. Os sintomas geralmente aparecem à medida que os cistos aumentam e a função renal começa a ser afetada.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Dor na região lombar ou abdominal;

  • Pressão arterial elevada;

  • Sangue na urina (hematúria);

  • Infecções urinárias recorrentes;

  • Aumento do volume abdominal.

Com a progressão da doença, podem surgir sinais relacionados à redução da função renal.

Possíveis complicações

A Doença Renal Policística pode provocar algumas complicações ao longo do tempo, especialmente quando há crescimento significativo dos cistos.

Entre as principais complicações estão:

  • Insuficiência renal crônica;

  • Hipertensão arterial;

  • Infecção de cistos renais;

  • Cálculos renais.

Além disso, alguns pacientes podem apresentar alterações em outros órgãos, como cistos hepáticos ou aneurismas intracranianos.

Por isso, o acompanhamento médico regular é essencial.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da Doença Renal Policística geralmente envolve exames de imagem capazes de identificar os cistos nos rins.

Entre os exames mais utilizados estão:

  • Ultrassonografia abdominal;

  • Tomografia computadorizada;

  • Ressonância magnética.

Esses exames permitem visualizar a presença, o tamanho e o número de cistos renais.

Em alguns casos, pode ser indicada investigação genética, especialmente quando há histórico familiar da doença.

Como é feito o tratamento

Não existe cura definitiva para a Doença Renal Policística, mas o tratamento visa controlar sintomas, retardar a progressão da doença e prevenir complicações.

Entre as estratégias utilizadas estão:

  • Controle rigoroso da pressão arterial;

  • Monitoramento da função renal;

  • Tratamento de infecções urinárias;

  • Acompanhamento regular com especialista.

Em casos avançados, quando ocorre insuficiência renal grave, podem ser necessárias terapias como:

  • Diálise;

  • Transplante renal.

Nos últimos anos, novos medicamentos têm sido estudados para retardar o crescimento dos cistos em alguns pacientes.

Conclusão

A Doença Renal Policística é uma condição genética caracterizada pelo desenvolvimento progressivo de múltiplos cistos nos rins. Esses cistos podem comprometer gradualmente a função renal ao longo do tempo.

Embora a doença não tenha cura, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico adequado são fundamentais para monitorar sua evolução e reduzir o risco de complicações.

Com controle adequado da pressão arterial e acompanhamento especializado, muitas pessoas com Doença Renal Policística conseguem manter qualidade de vida por muitos anos.

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