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Erisipela: infecção bacteriana da pele que exige tratamento rápido

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura
Erisipela

A Erisipela é uma infecção bacteriana da pele que afeta principalmente as camadas mais superficiais da derme e os vasos linfáticos. Trata-se de uma condição relativamente comum, caracterizada por vermelhidão intensa, dor, calor local e inchaço, geralmente nas pernas.

Embora seja tratável, a doença pode evoluir rapidamente se não for diagnosticada e tratada de forma adequada. Por isso, reconhecer os sinais precoces é fundamental.

O que causa a Erisipela?

A Erisipela é causada principalmente por bactérias do gênero Streptococcus, que penetram na pele através de pequenas lesões ou fissuras.

Entre as portas de entrada mais comuns estão:

  • rachaduras entre os dedos do pé;

  • feridas na pele;

  • picadas de insetos;

  • micoses nos pés;

  • cortes ou arranhões.

Essas pequenas lesões permitem que as bactérias alcancem os tecidos cutâneos e desencadeiem o processo inflamatório.

Quem tem maior risco?

Algumas condições aumentam a chance de desenvolver Erisipela.

Entre os fatores de risco mais importantes estão:

  • diabetes;

  • obesidade;

  • má circulação venosa;

  • linfedema;

  • idade avançada;

  • imunidade reduzida.

Pessoas com histórico de infecções cutâneas recorrentes também podem apresentar maior predisposição.

Sintomas da Erisipela

A doença geralmente começa de forma súbita e pode provocar sintomas locais e sistêmicos.

Os sinais mais comuns incluem:

  • área de pele vermelha e bem delimitada;

  • dor e sensibilidade ao toque;

  • calor local;

  • inchaço da região afetada;

  • febre;

  • mal-estar geral.

A região inflamada pode aumentar rapidamente de tamanho nas primeiras horas.

Na maioria dos casos, a Erisipela acomete membros inferiores, especialmente pernas e pés.

Diferença entre Erisipela e Celulite infecciosa

Essas duas infecções de pele são semelhantes, mas apresentam algumas diferenças clínicas.

A Erisipela costuma:

  • afetar camadas mais superficiais da pele;

  • apresentar bordas bem delimitadas;

  • evoluir de forma mais abrupta.

Já a celulite infecciosa geralmente envolve camadas mais profundas e possui limites menos definidos.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da Erisipela é principalmente clínico, baseado na aparência típica da lesão e nos sintomas associados.

Durante a consulta, o médico avalia:

  • extensão da área inflamada;

  • presença de febre;

  • sinais de porta de entrada para a infecção.

Exames laboratoriais podem ser solicitados em casos mais graves para avaliar inflamação ou possíveis complicações.

Tratamento da Erisipela

O tratamento baseia-se no uso de antibióticos, que combatem a bactéria responsável pela infecção.

Dependendo da gravidade do quadro, o tratamento pode ser:

  • via oral, em casos leves;

  • intravenoso, quando há infecção extensa ou sintomas intensos.

Além da antibioticoterapia, outras medidas são importantes:

  • repouso do membro afetado;

  • elevação da perna quando possível;

  • hidratação adequada da pele;

  • tratamento da porta de entrada (como micoses).

A melhora costuma ocorrer em poucos dias após início do tratamento.

Possíveis complicações

Quando não tratada corretamente, a Erisipela pode evoluir para:

  • abscessos cutâneos;

  • infecção mais profunda da pele;

  • septicemia em casos graves;

  • recorrência frequente.

Infecções repetidas podem causar danos aos vasos linfáticos e levar ao linfedema crônico.

Como prevenir a Erisipela?

A prevenção envolve principalmente cuidados com a pele.

Algumas medidas importantes incluem:

  • tratar micoses nos pés;

  • hidratar a pele regularmente;

  • evitar ferimentos na pele;

  • manter controle adequado do diabetes;

  • cuidar da circulação das pernas.

A identificação precoce de pequenas lesões ajuda a evitar a entrada de bactérias.

Conclusão

A Erisipela é uma infecção bacteriana da pele que pode evoluir rapidamente se não tratada. O reconhecimento precoce dos sintomas, especialmente vermelhidão intensa e febre associada, é fundamental para iniciar o tratamento adequado.

Com antibióticos e cuidados locais, a maioria dos casos evolui de forma favorável.

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