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Litíase urinária: como surgem as pedras nos rins e o que fazer para prevenir

  • 23 de mar.
  • 3 min de leitura
Litíase urinária

A Litíase Urinária, popularmente conhecida como “pedra nos rins”, é uma condição caracterizada pela formação de cristais sólidos em qualquer parte do trato urinário — rins, ureteres, bexiga ou uretra.

Esses cálculos podem variar em tamanho e composição, e sua presença pode causar desde sintomas leves até dor intensa, conhecida como cólica renal, uma das dores mais intensas descritas na prática clínica.

A litíase urinária é uma condição frequente e com tendência à recorrência, sendo importante compreender seus fatores de risco e formas de prevenção.

Neste artigo, você vai entender como se formam as pedras nos rins, quais são os sintomas, como é feito o diagnóstico e quais estratégias ajudam a prevenir novos episódios.

O que é a litíase urinária?

A Litíase Urinária ocorre quando substâncias presentes na urina se cristalizam e se agregam, formando cálculos.

Esse processo está relacionado a um desequilíbrio entre:

  • Substâncias que favorecem a formação de cristais;

  • Substâncias que inibem esse processo.

Quando há maior concentração de sais na urina, como cálcio, oxalato ou ácido úrico, aumenta a chance de formação de cálculos.

Como as pedras nos rins se formam?

A formação dos cálculos envolve etapas progressivas:

  • Supersaturação da urina com determinados solutos;

  • Formação de cristais microscópicos;

  • Crescimento e agregação desses cristais.

Diversos fatores podem contribuir para esse processo, incluindo baixa ingestão de líquidos e alterações metabólicas.

Quais são os tipos de cálculos urinários?

Os cálculos podem ser classificados de acordo com sua composição.

Entre os principais tipos estão:

  • Cálculos de oxalato de cálcio;

  • Cálculos de ácido úrico;

  • Cálculos de estruvita;

  • Cálculos de cistina.

O tipo de cálculo pode influenciar tanto o tratamento quanto as estratégias de prevenção.

Quais são os sintomas da litíase urinária?

Os sintomas variam de acordo com o tamanho e a localização do cálculo.

O sintoma mais característico é a cólica renal.

Entre os sinais mais comuns estão:

  • Dor intensa na região lombar;

  • Dor que pode irradiar para o abdome ou virilha;

  • Náuseas e vômitos;

  • Presença de sangue na urina (hematúria).

Outros sintomas podem incluir:

  • Ardor ao urinar;

  • Aumento da frequência urinária;

  • Dificuldade para urinar.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da Litíase Urinária envolve avaliação clínica e exames de imagem.

Entre os exames mais utilizados estão:

  • Ultrassonografia;

  • Tomografia computadorizada;

  • Exame de urina.

A tomografia é considerada um dos métodos mais sensíveis para identificar cálculos urinários.

Como é feito o tratamento

O tratamento depende do tamanho, localização do cálculo e intensidade dos sintomas.

Entre as abordagens estão:

  • Controle da dor com analgésicos;

  • Hidratação adequada;

  • Medicações para facilitar a eliminação do cálculo.

Em alguns casos, pode ser necessário intervenção, como:

  • Litotripsia (fragmentação do cálculo);

  • Procedimentos endoscópicos;

  • Cirurgia.

A escolha do tratamento é individualizada.

Como prevenir a formação de cálculos

A prevenção é fundamental, especialmente em pessoas com histórico de litíase urinária.

Entre as principais medidas estão:

  • Aumentar a ingestão de líquidos;

  • Reduzir consumo excessivo de sal;

  • Manter alimentação equilibrada;

  • Controlar fatores metabólicos.

Outras orientações podem ser indicadas de acordo com o tipo de cálculo identificado.

Litíase urinária pode voltar?

Sim, a Litíase Urinária apresenta alta taxa de recorrência.

Sem medidas preventivas, há grande chance de novos episódios ao longo da vida.

Por isso, o acompanhamento médico é importante para orientar estratégias de prevenção individualizadas.

Conclusão

A Litíase Urinária é uma condição comum que pode causar dor intensa e impacto significativo na qualidade de vida. Sua formação está relacionada a alterações na composição da urina e a fatores de risco como baixa ingestão de líquidos.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado ajudam a aliviar os sintomas e prevenir complicações. Além disso, medidas preventivas são essenciais para reduzir o risco de recorrência.

Manter hábitos saudáveis e acompanhamento médico são fundamentais para o controle da doença.

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