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O que são food cravings e como controlá-los

 food cravings

Você já sentiu uma vontade súbita, específica e quase incontrolável de comer chocolate, doce, pão ou aquele fast food preferido? Isso tem nome: food cravings. Diferente da fome comum, que é fisiológica e ligada à necessidade de energia, o craving é um desejo intenso direcionado a um alimento específico, que surge muitas vezes sem que o corpo realmente precise comer.

Esse fenômeno é mais comum do que parece e afeta pessoas de todas as idades. Em alguns casos, ele pode estar relacionado apenas ao comportamento alimentar e às emoções. Em outros, pode indicar desequilíbrio de sono, estresse, dietas muito restritivas, questões hormonais e até alterações de rotina.

Entenda a diferença entre fome e craving

Embora sejam confundidos, fome e craving não são iguais. A fome real surge gradualmente, pode ser saciada com qualquer alimento e está ligada à necessidade energética do corpo. Já o craving aparece de repente, é altamente específico e, mesmo depois de comer, muitas vezes não traz sensação plena de saciedade.

Durante um craving, o cérebro ativa áreas ligadas à recompensa e ao prazer, o que explica a vontade por alimentos mais calóricos, doces, gordurosos ou muito saborosos.

O que pode causar food cravings?

Os cravings geralmente não acontecem por acaso. Alguns fatores comuns incluem:

  • Restrições alimentares exageradas;

  • Longos períodos sem se alimentar;

  • Estresse emocional;

  • Ansiedade;

  • Privação de sono;

  • Rotina desorganizada;

  • Hábito;

  • Ciclo hormonal, especialmente em mulheres.

Em muitos casos, não é o corpo que “pede energia”, mas o emocional que procura conforto.

Emoções também influenciam

É muito comum que food cravings surjam em momentos de estresse, tristeza, frustração, ansiedade ou cansaço mental. Alimentos muito saborosos podem liberar substâncias associadas à sensação de prazer e alívio momentâneo. Isso cria um ciclo: emoção negativa → comida → alívio → culpa → repetição do comportamento. Reconhecer esse padrão é essencial para quebrá-lo.

O papel do sono e do cansaço

Dormir mal altera hormônios ligados à fome e à saciedade, aumentando a vontade por alimentos calóricos e reduzindo o controle alimentar. Pessoas que dormem pouco tendem a sentir mais cravings e têm maior risco de comer por impulso.

Dietas muito restritivas pioram os cravings

Um erro frequente é acreditar que “quanto mais cortar, mais saudável será”. Na prática, dietas muito rígidas aumentam desejo, ansiedade alimentar e perda de controle. Quanto mais proibido, mais desejado.

Uma alimentação equilibrada é muito mais eficiente do que restrições extremas.

Como controlar os food cravings na prática?

Não existe solução mágica, mas algumas mudanças simples ajudam muito no controle:

  • Manter alimentação regular ao longo do dia;

  • Priorizar refeições equilibradas;

  • Evitar longos períodos em jejum;

  • Dormir melhor;

  • Beber água ao longo do dia;

  • Reduzir o estresse;

  • Não demonizar alimentos;

  • Comer com atenção plena.

Essas estratégias reduzem a impulsividade alimentar e ajudam a recuperar o controle.

Dica importante: negociar com o cérebro funciona

Em vez de proibir totalmente, uma estratégia eficaz é flexibilizar. Em alguns momentos, permitir pequenas porções do alimento desejado, de forma consciente e sem culpa, pode reduzir compulsão e melhorar relação com a comida.

Quando os cravings precisam de investigação médica?

Embora sejam comuns, alguns casos merecem atenção especial, como:

  • Cravings muito frequentes;

  • Episódios associados a compulsão alimentar;

  • Aumento significativo de peso;

  • Impacto emocional importante;

  • Relação doentia com a comida.

Nesses casos, acompanhamento com nutricionista, psicólogo e médico é fundamental.

Conclusão

Food cravings são desejos intensos e específicos por certos alimentos e fazem parte da vida de muitas pessoas. Eles podem estar ligados a aspectos emocionais, hábitos, privação de sono, estresse e padrões alimentares inadequados. Controlar cravings não significa passar fome nem viver em restrição, mas sim construir uma relação mais equilibrada com a comida, cuidando do sono, das emoções e da rotina alimentar. Informação e autocuidado fazem toda a diferença.


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