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A Policitemia Vera: quando o organismo produz glóbulos vermelhos em excesso

Policitemia vera


A Policitemia Vera é uma doença crônica do sangue em que a medula óssea passa a produzir glóbulos vermelhos em quantidade maior do que o normal. Em muitos casos, também aumenta a produção de glóbulos brancos e plaquetas. Esse excesso deixa o sangue mais espesso e “denso”, o que dificulta sua circulação e pode aumentar o risco de trombose, AVC, infarto e outras complicações.

Por ser uma condição que evolui lentamente e, muitas vezes, sem sintomas no início, é comum que o diagnóstico aconteça de forma tardia, frequentemente após exames de rotina.

O que acontece no corpo na Policitemia Vera

A medula óssea é responsável pela produção das células do sangue. Na Policitemia Vera, ocorre uma alteração genética adquirida nas células-tronco hematopoéticas, fazendo com que elas produzam células sanguíneas em excesso.

Esse excesso causa espessamento do sangue e pode comprometer a oxigenação e o fluxo adequado para órgãos vitais.

Quem pode ter Policitemia Vera?

A doença é mais comum em adultos na faixa dos 50 a 70 anos, mas pode ocorrer em outras idades. Não é considerada hereditária na maioria dos casos. Trata-se de uma alteração adquirida ao longo da vida.

É uma condição rara, mas que merece atenção devido às possíveis complicações cardiovasculares.

Sintomas que podem aparecer

Nos estágios iniciais, muitas pessoas não apresentam sintomas. Porém, conforme a doença progride, podem surgir sinais como:

  • Dor de cabeça frequente;

  • Tontura;

  • Visão turva ou embaçada;

  • Coceira intensa após banho quente;

  • Vermelhidão no rosto;

  • Cansaço;

  • Dormência ou formigamento em mãos e pés.

Esses sintomas ocorrem porque o sangue mais espesso circula com dificuldade.

Possíveis complicações

A principal preocupação na Policitemia Vera é o risco aumentado de trombose, pois o sangue espesso pode formar coágulos mais facilmente.

Complicações possíveis incluem:

  • Trombose venosa profunda;

  • Embolia pulmonar;

  • Infarto;

  • AVC;

  • Sangramentos em alguns casos;

  • Aumento do baço.

Por isso, acompanhamento médico é indispensável.

Quando suspeitar?

A doença muitas vezes é descoberta em um exame de sangue de rotina, quando aparecem valores elevados de hemoglobina e hematócrito. Sempre que esses índices estiverem muito acima do normal, a possibilidade de Policitemia Vera deve ser investigada.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é realizado por hematologista e inclui:

  • Hemograma completo;

  • Avaliação do hematócrito;

  • Dosagem de eritropoetina;

  • Teste genético para mutação JAK2, muito associada à doença.

Em alguns casos, exames complementares ou biópsia de medula podem ser necessários.

Tratamento: como controlar a doença

A Policitemia Vera não tem cura definitiva, mas tem tratamento eficaz, para:

  • Reduzir a viscosidade do sangue;

  • Diminuir risco de trombose;

  • Controlar sintomas.

As estratégias incluem:

  • Flebotomia (retirada de sangue em intervalos regulares);

  • Uso de medicações específicas em alguns casos;

  • Controle de fatores de risco cardiovasculares.

Cada paciente é avaliado individualmente.

Mudanças de estilo de vida fazem diferença

Além do tratamento médico, algumas medidas ajudam na proteção cardiovascular:

  • Não fumar;

  • Controlar pressão arterial e colesterol;

  • Praticar atividade física regular;

  • Manter acompanhamento médico periódico.

Esses cuidados reduzem risco de complicações.

Conclusão

A Policitemia Vera é uma doença do sangue caracterizada pela produção excessiva de glóbulos vermelhos, o que deixa o sangue mais espesso e aumenta o risco de trombose e complicações cardiovasculares. Apesar de crônica, tem tratamento e controle eficaz quando diagnosticada precocemente.Atentar-se aos sintomas e realizar exames periódicos é essencial para proteção da saúde.

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