A Policitemia Vera: quando o organismo produz glóbulos vermelhos em excesso
- medicinaatualrevis
- 7 de jan.
- 2 min de leitura

A Policitemia Vera é uma doença crônica do sangue em que a medula óssea passa a produzir glóbulos vermelhos em quantidade maior do que o normal. Em muitos casos, também aumenta a produção de glóbulos brancos e plaquetas. Esse excesso deixa o sangue mais espesso e “denso”, o que dificulta sua circulação e pode aumentar o risco de trombose, AVC, infarto e outras complicações.
Por ser uma condição que evolui lentamente e, muitas vezes, sem sintomas no início, é comum que o diagnóstico aconteça de forma tardia, frequentemente após exames de rotina.
O que acontece no corpo na Policitemia Vera
A medula óssea é responsável pela produção das células do sangue. Na Policitemia Vera, ocorre uma alteração genética adquirida nas células-tronco hematopoéticas, fazendo com que elas produzam células sanguíneas em excesso.
Esse excesso causa espessamento do sangue e pode comprometer a oxigenação e o fluxo adequado para órgãos vitais.
Quem pode ter Policitemia Vera?
A doença é mais comum em adultos na faixa dos 50 a 70 anos, mas pode ocorrer em outras idades. Não é considerada hereditária na maioria dos casos. Trata-se de uma alteração adquirida ao longo da vida.
É uma condição rara, mas que merece atenção devido às possíveis complicações cardiovasculares.
Sintomas que podem aparecer
Nos estágios iniciais, muitas pessoas não apresentam sintomas. Porém, conforme a doença progride, podem surgir sinais como:
Dor de cabeça frequente;
Tontura;
Visão turva ou embaçada;
Coceira intensa após banho quente;
Vermelhidão no rosto;
Cansaço;
Dormência ou formigamento em mãos e pés.
Esses sintomas ocorrem porque o sangue mais espesso circula com dificuldade.
Possíveis complicações
A principal preocupação na Policitemia Vera é o risco aumentado de trombose, pois o sangue espesso pode formar coágulos mais facilmente.
Complicações possíveis incluem:
Trombose venosa profunda;
Embolia pulmonar;
Infarto;
AVC;
Sangramentos em alguns casos;
Aumento do baço.
Por isso, acompanhamento médico é indispensável.
Quando suspeitar?
A doença muitas vezes é descoberta em um exame de sangue de rotina, quando aparecem valores elevados de hemoglobina e hematócrito. Sempre que esses índices estiverem muito acima do normal, a possibilidade de Policitemia Vera deve ser investigada.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico é realizado por hematologista e inclui:
Hemograma completo;
Avaliação do hematócrito;
Dosagem de eritropoetina;
Teste genético para mutação JAK2, muito associada à doença.
Em alguns casos, exames complementares ou biópsia de medula podem ser necessários.
Tratamento: como controlar a doença
A Policitemia Vera não tem cura definitiva, mas tem tratamento eficaz, para:
Reduzir a viscosidade do sangue;
Diminuir risco de trombose;
Controlar sintomas.
As estratégias incluem:
Flebotomia (retirada de sangue em intervalos regulares);
Uso de medicações específicas em alguns casos;
Controle de fatores de risco cardiovasculares.
Cada paciente é avaliado individualmente.
Mudanças de estilo de vida fazem diferença
Além do tratamento médico, algumas medidas ajudam na proteção cardiovascular:
Não fumar;
Controlar pressão arterial e colesterol;
Praticar atividade física regular;
Manter acompanhamento médico periódico.
Esses cuidados reduzem risco de complicações.
Conclusão
A Policitemia Vera é uma doença do sangue caracterizada pela produção excessiva de glóbulos vermelhos, o que deixa o sangue mais espesso e aumenta o risco de trombose e complicações cardiovasculares. Apesar de crônica, tem tratamento e controle eficaz quando diagnosticada precocemente.Atentar-se aos sintomas e realizar exames periódicos é essencial para proteção da saúde.



Comentários