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Por que a Influenza voltou a preocupar em 2026?

  • 3 de jun.
  • 8 min de leitura
Influenza

A Influenza, conhecida como gripe, pode parecer uma infecção respiratória comum, mas em alguns casos evolui rapidamente para quadros graves. Em 2026, o Brasil registrou aumento importante de casos graves e mortes associadas à doença, com alerta especial para crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. A vacinação continua sendo uma das principais medidas para reduzir internações, complicações e óbitos.


O que é Influenza?

A Influenza é uma infecção respiratória causada pelos vírus Influenza, principalmente dos tipos A e B. Ela é diferente de um resfriado comum, porque costuma causar sintomas mais intensos e pode evoluir com complicações.


A gripe geralmente começa de forma súbita, com febre, dor no corpo, dor de cabeça, tosse, dor de garganta, cansaço e mal-estar. Em algumas pessoas, também pode haver coriza, calafrios, falta de apetite, vômitos ou diarreia, especialmente em crianças.

Na maioria dos casos, a pessoa melhora em alguns dias. Porém, a Influenza pode se agravar e causar Síndrome Respiratória Aguda Grave, pneumonia, piora de doenças pré-existentes e necessidade de internação.

Em resumo, Influenza não deve ser tratada como “apenas uma gripezinha” quando há sinais de piora, dificuldade para respirar ou grupos de maior risco envolvidos.


Por que a Influenza voltou a preocupar em 2026?

Em 2026, a Influenza voltou a acender um alerta no Brasil pelo aumento de casos graves e mortes associadas à Síndrome Respiratória Aguda Grave, conhecida como SRAG.

De janeiro a maio deste ano, o país registrou 505 mortes por SRAG associadas aos vírus Influenza A e B, segundo dados do Ministério da Saúde. Desse total, 136 mortes, o equivalente a 27%, foram confirmadas apenas nas duas últimas semanas analisadas.

Isso não significa, necessariamente, que todos esses óbitos ocorreram nesse período. Em muitos casos, a morte já havia acontecido antes, mas a causa foi identificada ou confirmada recentemente.

Apesar do alerta, o número de mortes por SRAG associadas à Influenza entre janeiro e maio de 2026 ainda ficou abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando o Brasil notificou 776 óbitos relacionados à doença.

Especialistas alertam, porém, que o impacto real da Influenza pode ser ainda maior. Isso porque, em 2026, 1.344 mortes por SRAG ainda não tiveram o agente causador identificado. Além da Influenza, a SRAG também pode ser provocada por outros vírus respiratórios, como Covid-19, Rinovírus e Vírus Sincicial Respiratório, conhecido como VSR.

Os dados também mostram aumento no total de casos em relação ao ano anterior. De janeiro a maio de 2026, o Brasil registrou 7.749 casos de SRAG por Influenza, distribuídos da seguinte forma:

Tipo de vírus Influenza

Casos registrados em 2026

H1N1

256

H3N2

1.903

Influenza A não subtipada

4.892

Influenza B

698

Total

7.749

No mesmo período de 2025, haviam sido registrados 6.250 casos de SRAG por Influenza. Ou seja, mesmo com menos mortes confirmadas até o momento em comparação com o ano anterior, o número de casos graves associados à Influenza aumentou.

Outro ponto de preocupação é a baixa cobertura vacinal. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe foi concluída em 30 de maio com cobertura de apenas 38,5% do público-alvo, formado por crianças menores de seis anos, idosos e gestantes. A meta era vacinar 90% desse grupo.

Essa cobertura vacinal abaixo do esperado preocupa porque crianças pequenas, idosos e gestantes estão entre os grupos com maior risco de complicações, internações e mortes por Influenza.

Em resumo, os dados reforçam que a gripe não deve ser banalizada. Quando evolui para SRAG, a Influenza pode causar falta de ar, queda da saturação, pneumonia, necessidade de internação e, em alguns casos, morte.


Quais são as principais causas de agravamento?

A Influenza se agrava quando o vírus provoca inflamação intensa nas vias respiratórias, atinge os pulmões ou facilita infecções bacterianas secundárias, como pneumonia.

Algumas pessoas têm maior risco de complicações, incluindo:

  • crianças pequenas;

  • idosos;

  • gestantes;

  • puérperas;

  • pessoas com Asma;

  • pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica;

  • pessoas com doenças cardíacas;

  • pessoas com Diabetes;

  • pessoas com Doença Renal Crônica;

  • pessoas com obesidade;

  • imunossuprimidos;

  • pessoas com doenças neurológicas;

  • indígenas;

  • trabalhadores da saúde, pelo maior risco de exposição.

Além dos fatores individuais, baixa cobertura vacinal, circulação intensa do vírus, atraso na busca por atendimento e dificuldade de reconhecer sinais de alerta também podem contribuir para desfechos graves.

Quais sintomas merecem atenção?

A gripe pode começar com sintomas bem conhecidos, como febre e dor no corpo. Mas alguns sinais indicam maior risco de complicação.

Sintomas comuns da Influenza incluem:

  • febre;

  • tosse;

  • dor de garganta;

  • dor no corpo;

  • dor de cabeça;

  • calafrios;

  • cansaço intenso;

  • coriza;

  • mal-estar;

  • perda de apetite.

Em crianças, também podem aparecer irritabilidade, sonolência, vômitos, diarreia e recusa alimentar.

Sinais de alerta incluem:

  • falta de ar;

  • respiração rápida ou difícil;

  • lábios ou dedos arroxeados;

  • sonolência excessiva;

  • confusão mental;

  • febre persistente;

  • piora após melhora inicial;

  • dor no peito;

  • chiado intenso;

  • desidratação;

  • queda importante do estado geral.

Sintoma ou situação

Pode observar com cuidado

Procurar atendimento médico

Febre e dor no corpo

Quando melhoram em poucos dias

Se persistem ou pioram

Tosse leve

Pode ocorrer na gripe

Se vier com falta de ar

Cansaço

Comum na Influenza

Se for intenso ou incapacitante

Criança com febre

Observar comportamento e hidratação

Se houver sonolência ou dificuldade para respirar

Piora após melhora

Não deve ser ignorada

Pode indicar complicação

Lábios arroxeados

Sinal de gravidade

Procurar urgência imediatamente

Quando procurar atendimento médico?

A avaliação médica é importante quando os sintomas são intensos, persistentes ou surgem em pessoas de maior risco.

Procure atendimento se houver:

  • febre alta ou persistente;

  • falta de ar;

  • chiado no peito;

  • dor no peito;

  • piora da tosse;

  • sonolência excessiva;

  • confusão mental;

  • sinais de desidratação;

  • vômitos persistentes;

  • piora após aparente melhora;

  • criança muito prostrada;

  • bebê com dificuldade para mamar;

  • pessoa idosa com queda do estado geral;

  • gestante com sintomas gripais;

  • pessoa com doença crônica e sintomas respiratórios.

Procure atendimento com urgência se houver dificuldade para respirar, lábios arroxeados, desmaio, confusão mental, convulsão, dor no peito intensa, saturação baixa quando medida ou piora rápida do estado geral.

A avaliação médica é importante porque o tratamento antiviral, quando indicado, costuma ter maior benefício quando iniciado precocemente, especialmente em pessoas de maior risco.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da Influenza pode ser clínico, com base nos sintomas e na circulação do vírus na comunidade. Em muitos casos, o médico avalia febre, tosse, dor no corpo, início súbito e presença de fatores de risco.

Em situações específicas, podem ser solicitados testes para identificar o vírus, principalmente em casos graves, surtos, internações ou pessoas com maior risco de complicações.

A investigação pode incluir:

  • teste rápido para Influenza;

  • RT-PCR para vírus respiratórios;

  • avaliação da saturação de oxigênio;

  • exame físico respiratório;

  • radiografia de tórax, se houver suspeita de pneumonia;

  • exames de sangue em casos moderados ou graves.

Nem toda pessoa gripada precisa de exames. A decisão depende da gravidade, idade, fatores de risco e necessidade de definir condutas específicas.

Como é o tratamento?

O tratamento da Influenza depende da gravidade dos sintomas e do risco de complicações.

Nos casos leves, as medidas gerais incluem:

  • repouso;

  • hidratação;

  • alimentação conforme tolerância;

  • controle de febre e dor com medicamentos orientados;

  • evitar contato próximo com outras pessoas;

  • manter ambiente ventilado;

  • observar sinais de piora.

Em pessoas com maior risco ou casos mais graves, o médico pode indicar antiviral, como Oseltamivir, conforme avaliação clínica e tempo de sintomas. O uso deve ser orientado por profissional de saúde.

Não é recomendado usar antibiótico por conta própria. A Influenza é causada por vírus, e antibióticos só são indicados quando há suspeita ou confirmação de infecção bacteriana associada.

Também é importante evitar automedicação, especialmente em crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas.

A vacina contra Influenza protege?

Sim. A vacina contra Influenza é uma das principais medidas para reduzir risco de doença grave, internação e morte.

A vacina não impede todos os casos de gripe, porque nenhum imunizante oferece proteção absoluta. Porém, ela ajuda o organismo a responder melhor ao vírus e reduz a chance de complicações.

A vacinação é especialmente importante para grupos de maior risco, como crianças pequenas, idosos, gestantes, puérperas, pessoas com doenças crônicas, imunossuprimidos e trabalhadores da saúde.

Mesmo pessoas que já tiveram gripe podem se beneficiar da vacinação, porque há diferentes vírus circulando e a proteção pode variar ao longo do tempo.

Quem deve ter atenção especial?

Alguns grupos precisam de atenção maior porque têm risco aumentado de complicações.

Entre eles estão:

  • crianças menores de 5 anos;

  • bebês;

  • idosos;

  • gestantes;

  • puérperas;

  • pessoas com Asma;

  • pessoas com doenças cardíacas;

  • pessoas com doenças pulmonares;

  • pessoas com Diabetes;

  • pessoas com Doença Renal;

  • imunossuprimidos;

  • pessoas com obesidade;

  • pessoas com doenças neurológicas.

Nesses grupos, sintomas gripais não devem ser banalizados. A orientação é procurar atendimento mais cedo, especialmente se houver febre persistente, falta de ar, prostração ou piora rápida.

Influenza em crianças: por que pode ser perigosa?

Crianças podem evoluir rapidamente, principalmente as menores, as não vacinadas ou aquelas com doenças prévias.

Sinais de alerta em crianças incluem:

  • respiração rápida;

  • esforço para respirar;

  • costelas marcando ao respirar;

  • sonolência excessiva;

  • irritabilidade intensa;

  • recusa alimentar;

  • bebê que não mama;

  • vômitos persistentes;

  • febre que não melhora;

  • lábios arroxeados;

  • piora do estado geral.

Em crianças pequenas, a piora pode ser percebida mais pelo comportamento do que pela queixa verbal. Por isso, pais e responsáveis devem observar se a criança está muito quieta, mole, sonolenta, respirando diferente ou sem conseguir se alimentar.

Como prevenir Influenza?

A prevenção envolve vacinação e cuidados respiratórios, especialmente em períodos de maior circulação viral.

Medidas importantes incluem:

  • tomar a vacina contra Influenza;

  • lavar as mãos com frequência;

  • usar álcool em gel quando não houver água e sabão;

  • cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar;

  • evitar tocar olhos, nariz e boca com as mãos sujas;

  • manter ambientes ventilados;

  • evitar contato próximo com pessoas doentes;

  • usar máscara se estiver com sintomas respiratórios;

  • evitar enviar crianças doentes para escola;

  • procurar atendimento quando houver sinais de alerta.

Pessoas com sintomas gripais devem reduzir contato com idosos, bebês, gestantes e pessoas imunossuprimidas, pois esses grupos têm maior risco de complicações.

Influenza é diferente de resfriado?

Sim. Embora alguns sintomas se pareçam, a Influenza costuma ser mais intensa do que o resfriado comum.

Característica

Resfriado comum

Influenza

Início

Geralmente gradual

Costuma ser súbito

Febre

Menos comum em adultos

Frequente

Dor no corpo

Leve ou ausente

Comum e intensa

Cansaço

Leve

Pode ser intenso

Complicações

Menos frequentes

Maior risco em grupos vulneráveis

Internação

Rara

Pode ocorrer em casos graves

Na prática, quando há febre alta, dor no corpo intensa, prostração e piora rápida, a suspeita de Influenza deve ser considerada, principalmente em períodos de alta circulação do vírus.

Resumo rápido

  • Influenza é uma infecção respiratória viral que pode evoluir rapidamente.

  • Em 2026, o Brasil registrou aumento de casos graves e mortes associadas à gripe.

  • Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas têm maior risco de complicações.

  • Sinais como falta de ar, sonolência, febre persistente e piora após melhora exigem atendimento.

  • A vacina contra Influenza reduz o risco de quadros graves, internações e óbitos.

  • Gripe forte não deve ser tratada como resfriado comum quando há sinais de alerta.

Perguntas frequentes sobre Influenza

Influenza é a mesma coisa que gripe?

Sim. Influenza é o nome da infecção causada pelos vírus Influenza. Ela costuma ser mais intensa do que um resfriado comum e pode causar complicações.

Influenza pode matar?

Pode, especialmente em pessoas de maior risco ou quando evolui para Síndrome Respiratória Aguda Grave, pneumonia ou descompensação de doenças pré-existentes.

Quando devo procurar atendimento por gripe?

Procure atendimento se houver falta de ar, febre persistente, dor no peito, sonolência excessiva, confusão mental, piora após melhora inicial ou sintomas em pessoas de maior risco.

Criança com gripe precisa de atenção especial?

Sim. Crianças pequenas podem piorar rapidamente. Respiração difícil, recusa alimentar, sonolência, irritabilidade intensa, lábios arroxeados ou prostração exigem avaliação imediata.

A vacina contra Influenza impede totalmente a gripe?

Não impede todos os casos, mas reduz o risco de formas graves, internações e mortes. Por isso, é especialmente importante para grupos prioritários.

Posso tomar antibiótico para Influenza?

Não por conta própria. Influenza é causada por vírus. Antibióticos só são indicados quando há suspeita ou confirmação de infecção bacteriana associada.


Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.


Fonte: G1


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