Trombofilia adquirida: quando o risco de trombose aumenta ao longo da vida
- medicinaatualrevis
- 7 de jan
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Trombose é a formação de coágulos dentro dos vasos sanguíneos, podendo bloquear a circulação e causar complicações graves, como embolia pulmonar, AVC e infarto.Embora algumas pessoas nasçam com predisposição genética para formar coágulos, existe outro grupo que desenvolve esse risco ao longo da vida: é a chamada trombofilia adquirida.
Diferente das trombofilias hereditárias, a forma adquirida surge devido a doenças, condições clínicas, alterações do sistema imunológico ou situações específicas, aumentando a tendência do sangue a coagular.
O que é trombofilia adquirida?
Trombofilia adquirida é a condição em que o organismo passa a ter maior facilidade de formar coágulos devido a fatores desenvolvidos após o nascimento. Isso ocorre quando há desequilíbrio entre substâncias que estimulam a coagulação e mecanismos naturais que evitam a formação de trombos.
Esses coágulos podem surgir em veias (mais comum) ou artérias, dependendo da causa.
Principais causas de trombofilia adquirida
Diferentes situações podem favorecer o surgimento dessa condição. Entre as causas mais comuns estão:
Síndrome do anticorpo antifosfolípide;
Doenças autoimunes;
Câncer;
Cirurgias recentes;
Longos períodos de imobilização;
Uso de anticoncepcionais hormonais em pessoas de risco;
Gravidez e pós-parto;
Doenças inflamatórias crônicas;
Infecções graves;
Doenças hematológicas específicas.
Em muitos casos, mais de um fator pode estar presente ao mesmo tempo, aumentando ainda mais o risco.
Quem tem maior risco?
Algumas pessoas merecem atenção especial, como:
Pacientes com histórico prévio de trombose;
Pessoas com trombose em idade jovem;
Pacientes com trombose sem causa aparente;
Pacientes com trombose em locais incomuns;
Mulheres com perdas gestacionais repetidas;
Pessoas com doenças autoimunes.
Nesses casos, investigar trombofilia adquirida pode ser fundamental.
Sintomas: o que pode acontecer?
A trombofilia adquirida não causa sintomas por si só. Quem “manifesta” os sintomas é a trombose. Os sinais dependem do local do coágulo, mas alguns dos mais comuns incluem:
Inchaço súbito em uma perna;
Dor intensa em membros inferiores;
Vermelhidão e aumento de temperatura no local;
Dor no peito e falta de ar (alerta para embolia pulmonar);
Alterações neurológicas súbitas (em casos arteriais).
Ao identificar qualquer um desses sinais, procurar atendimento médico imediatamente é essencial.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa com avaliação clínica e análise do histórico do paciente. Em casos suspeitos, podem ser solicitados exames complementares, como:
Exames de sangue específicos;
Avaliação de fatores de coagulação;
Testes imunológicos;
Exames de imagem para confirmação de trombose.
Não é todo mundo que precisa investigar trombofilia. A indicação depende do contexto clínico.
Existe tratamento?
Sim. O tratamento depende da causa, do risco do paciente e se ele já teve algum evento trombótico.
Ele pode incluir:
Uso de anticoagulantes;
Investigação e tratamento da doença de base;
Controle de fatores de risco;
Medidas preventivas em situações de risco (cirurgias, gravidez, imobilização prolongada).
Em alguns casos, o tratamento é temporário. Em outros, pode ser prolongado ou contínuo.
Estilo de vida também influencia
Alguns hábitos ajudam a reduzir risco de trombose:
Não fumar;
Manter peso adequado;
Fazer atividade física regular;
Evitar longos períodos sentado;
Manter acompanhamento médico;
Avaliar uso de hormônios sob orientação especializada.
A prevenção sempre é parte do tratamento.
Trombofilia adquirida e gravidez
Essa condição pode ter impacto importante na gestação, aumentando risco de trombose e, em alguns casos, perdas gestacionais. Por isso, mulheres com histórico sugestivo precisam de acompanhamento rigoroso com ginecologista e hematologista.
Conclusão
A trombofilia adquirida é uma condição em que o organismo passa a ter maior tendência de formar coágulos ao longo da vida, geralmente associada a doenças ou situações específicas. Reconhecer fatores de risco, prestar atenção aos sinais de trombose e contar com acompanhamento médico adequado é fundamental para prevenir complicações graves e garantir mais segurança.



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