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Doença de Takayasu: inflamação rara das artérias que pode afetar jovens

Doença de Takayasu

A Doença de Takayasu é uma vasculite crônica rara que atinge principalmente a aorta e seus ramos principais. Caracteriza-se por inflamação persistente das paredes arteriais, que pode levar a estreitamento, oclusão ou dilatação dos vasos sanguíneos. Embora seja incomum, é uma condição séria que exige diagnóstico precoce e tratamento contínuo.

Ocorre com maior frequência em mulheres jovens, principalmente entre 15 e 40 anos, e é conhecida como “doença sem pulso” devido à diminuição ou ausência de pulso em alguns membros. Com acompanhamento adequado, é possível controlar a inflamação e evitar complicações cardiovasculares.

O que é a Doença de Takayasu

A vasculite de Takayasu provoca inflamação do endotélio e da camada muscular arterial, causando espessamento da parede e redução do fluxo sanguíneo para órgãos e tecidos.

Os mecanismos principais incluem processos autoimunes que desencadeiam:

  • inflamação persistente das artérias de grande calibre;

  • espessamento da parede arterial;

  • redução do calibre dos vasos;

  • formação de cicatrizes;

  • possível dilatação ou aneurismas;

  • redução do fluxo sanguíneo para membros e órgãos.

A doença pode evoluir lentamente e permanece assintomática por meses.

Sinais e sintomas mais comuns

Os sintomas variam conforme a fase da doença. Na fase inicial, predominam sinais inflamatórios. Na fase tardia, surgem sintomas relacionados à isquemia de órgãos e membros.

Entre os sintomas iniciais estão:

  • febre baixa persistente;

  • fadiga intensa;

  • perda de peso;

  • dores musculares;

  • mal-estar geral;

  • suor noturno.

Com a progressão, podem surgir sinais relacionados ao comprometimento arterial:

  • ausência ou fraqueza de pulso em um dos braços;

  • dor ao movimentar membros;

  • tontura e desmaios;

  • pressão arterial muito diferente entre os braços;

  • sopros audíveis sobre artérias;

  • dor torácica ou falta de ar;

  • visão turva ou episódios visuais transitórios.

Essas manifestações variam conforme o território arterial atingido.

Quais artérias são mais afetadas

A doença envolve principalmente artérias de grande calibre. Os vasos mais atingidos são:

  • aorta;

  • artérias subclávias;

  • carótidas;

  • artérias renais;

  • troncos arteriais torácicos e abdominais.

A extensão do comprometimento determina o risco de complicações.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico exige avaliação clínica associada a exames laboratoriais e de imagem. Como os sintomas iniciais podem ser inespecíficos, é comum ocorrer atraso no reconhecimento da doença.

Os exames utilizados incluem:

  • marcadores inflamatórios aumentados, como VHS e PCR;

  • angiotomografia para avaliar espessamento e estreitamento das artérias;

  • ressonância magnética vascular;

  • ultrassom Doppler de grandes vasos;

  • PET-CT em casos selecionados para medir atividade inflamatória.

Um conjunto de achados clínicos e de imagem confirma o diagnóstico.

Complicações possíveis

Se não tratada, a Doença de Takayasu pode gerar complicações cardiovasculares importantes devido à obstrução ou dilatação das artérias.

As principais complicações são:

  • hipertensão renovascular;

  • aneurismas da aorta;

  • acidente vascular cerebral;

  • insuficiência cardíaca;

  • isquemia de membros;

  • disfunção de órgãos por redução do fluxo sanguíneo;

  • trombose arterial.

O acompanhamento contínuo ajuda a prevenir essas complicações.

Tratamento: como é realizado

O tratamento pretende controlar a inflamação, reduzir o risco de dano arterial e prevenir complicações tardias. Ele é prolongado e precisa ser ajustado ao longo do tempo.

As abordagens incluem:

  • corticoides como primeira linha para reduzir inflamação;

  • imunossupressores, como metotrexato e azatioprina, quando há recidiva ou dependência de corticoide;

  • medicamentos biológicos em casos resistentes;

  • controle rigoroso da pressão arterial;

  • intervenções vasculares, como angioplastia, quando há estreitamentos importantes.

A resposta ao tratamento é monitorada por exames de imagem e marcadores inflamatórios.

Como viver bem com a doença

A doença exige acompanhamento regular, mas muitas pacientes conseguem levar vida normal com tratamento adequado.

Cuidados essenciais incluem:

  • seguir o tratamento sem interrupção;

  • monitorar pressão arterial com frequência;

  • manter alimentação equilibrada e atividade física orientada;

  • evitar tabagismo;

  • tratar infecções rapidamente;

  • realizar exames periódicos de imagem;

  • observar sintomas novos de isquemia.

A adesão ao tratamento é decisiva para o prognóstico.

Conclusão

A Doença de Takayasu é uma vasculite rara que afeta grandes artérias e pode comprometer o fluxo sanguíneo para diversos órgãos. Embora seja uma condição complexa, o diagnóstico precoce e o tratamento com corticoides, imunossupressores e, quando necessário, intervenções vasculares permitem controlar a inflamação e reduzir complicações. O acompanhamento contínuo é fundamental para garantir estabilidade e qualidade de vida.


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