Doença de Huntington: degeneração neurológica hereditária que afeta movimento e comportamento
- medicinaatualrevis
- 10 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

A Doença de Huntington é uma condição neurológica rara, hereditária e progressiva, caracterizada pela degeneração de células no cérebro.Ela afeta principalmente regiões relacionadas ao controle motor, cognição e comportamento, levando a alterações físicas, emocionais e cognitivas ao longo dos anos.O impacto costuma começar na vida adulta, mas progride de forma contínua, exigindo acompanhamento multidisciplinar.
O que causa a Doença de Huntington?
A doença é provocada por uma mutação genética no gene HTT, que causa produção anormal de uma proteína tóxica ao sistema nervoso. Essa alteração leva à perda gradual de neurônios, principalmente nos gânglios da base, estruturas responsáveis pelo movimento me no córtex cerebral.
Por ser hereditária, cada filho de um portador tem 50% de chance de desenvolver a condição.
Principais manifestações clínicas
Os sintomas geralmente surgem entre os 30 e 50 anos, mas variações são possíveis.A evolução é lenta, mas progressiva.
Os sinais podem incluir:
movimentos involuntários (coreia);
dificuldade de coordenação;
alterações na fala e marcha;
irritabilidade e agressividade;
depressão e ansiedade;
prejuízo de memória e raciocínio;
dificuldade para planejar tarefas do cotidiano.
Com o tempo, há dependência crescente para atividades básicas da vida diária.
Aspectos psiquiátricos e cognitivos são marcantes
Além da parte motora, a doença compromete comportamento e personalidade.
É comum observar:
impulsividade;
perda de motivação;
isolamento social;
alterações emocionais profundas.
Esses sintomas afetam vínculos familiares e requerem suporte psicológico contínuo.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico envolve avaliação:
clínica por neurologista;
história familiar;
exames de imagem para avaliar alterações cerebrais;
testes genéticos para confirmação.
Como é doença hereditária, familiares podem solicitar aconselhamento genético.
Existe tratamento?
Não há cura, mas há como controlar sintomas e melhorar qualidade de vida.
As abordagens incluem:
medicações para reduzir movimentos involuntários;
antidepressivos quando necessário;
fisioterapia para manter mobilidade;
fonoaudiologia para dificuldades de fala e deglutição;
acompanhamento psicológico.
A reabilitação contínua faz parte do tratamento desde o início da doença.
Impacto familiar e social
A Doença de Huntington traz desafios que vão além do paciente.Como afeta cognição, comportamento e autonomia, familiares tornam-se cuidadores, lidando com desgaste emocional, medo da herança genética e dificuldades no planejamento de vida.
Suporte social, grupos de apoio e aconselhamento são fundamentais.
Conclusão
A Doença de Huntington é uma enfermidade hereditária progressiva que compromete movimento, comportamento e cognição. Apesar de não ter cura, diagnóstico precoce, acompanhamento multiprofissional e intervenções voltadas para sintomas podem melhorar qualidade de vida do paciente e familiares.Conhecer a doença e seus sinais ajuda no enfrentamento e favorece redes de cuidado mais eficazes.



Comentários